• Postado por Tiago

Dona Terezinha tá apavorada com os gosmentos

A prefa de Navegantes começou ontem a testar um veneno para acabar com os caramujos africanos. A fase de teste do Metarex SP na cidade deve ser concluída daqui a 15 dias. O veneno já foi utilizado em três pontos da city, no centro, nos Machados e no São Domingos. Segundo o responsável pela Vigilância Sanitária da prefa, Jeferson Belotto, o moluscoticida é importado da zoropa e custa a carestia de R$ 30 o quilo. Segundo dados da prefa, a infestação de caramujos africanos atinge cerca de 30% do município.

Os vendedores do veneno, com sede em Curitiba, passaram na administração de Navega para demonstrar o produto. São pequenos grãozinhos azuis que devem ser espalhados pelos terrenos. Um tipo de isca para matar os caramujos. Depois de mortos eles devem ser enterrados.

O secretário da agricultura de Navegantes, João Paulo Gaya, que é engenheiro agrônomo, explica que o moluscoticida é feito com levedo e outros produtos atrativos para os caramujos paparem. Já no bucho do bicho, o veneno age imediatamente, mas a morte completa só vem em dois a quatro dias. Gaya explica que o composto ativo do Metarex SP é 5% de metaldeído e 0,02% de desnaturante. O veneno rompe as células dos moluscos e causa desidratação. Segundo o secretário, o produto é atóxico e não faz mal a outros tipos de animais ou insetos. Na quarta-feira passada, o pessoal da secretaria de agricultura participou de um treinamento em Joinville com a revendedora do Metarex SP.

A prefa comprou 70 quilos para o teste do produto. No primeiro momento, a vigilância sanitária vai usar o veneno nos terrenos onde há reclamações dos moradores. Os agentes vão acompanhar a aplicação durante uma semana. Se for comprovado que o veneno é porreta, a prefa pretende utilizá-lo em terrenos públicos. A aplicação em terrenos particulares através dos serviços da prefa ainda tá sendo discutida.
Família inteira sofre

Na tarde de ontem, dona Terezinha Foltz, 66 anos, cuidava da neta na casa da filha, no centro de Navegantes. Dona Terezinha mora numa chácara nas Pedreiras, e até na zona urbana não escapa dos caramujos. A outra filha que mora nos Machados também sofre com o problema. Durante a entrevista, só numa procurada rápida, Terezinha encontrou cinco caramujos no quintal da filha, que é ao lado de um terreno baldio. Ela conta que na chácara gasta cerca de R$ 20 por mês com produtos para matar os bichos. Ela usa um veneno próprio para pragas do campo. ?Se não fizer este controle constante os caramujos invadem sua casa?, comenta, e lembra que convive com os bichinhos nojentos há oito anos e espera que o veneno testado pela prefa dê jeito na infestação que tá em todos os bairros da city.

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