• Postado por Tiago

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Calçadão da praia tá sendo construído com madeira vagaba, diz leitor

Seu Arno Sharf, secretário da associação de Moradores do Gravatá, tá intisicado com a prefa de Navega, que tá construindo o tão sonhado calçadão da beira-mar com tábuas pinus, uma árvore de madeira vagabunda também conhecida como pinheiro americano. Para seu Arno, a obra com pinus tá até parecendo um tapume. O pessoal da secretaria de Obras garante que tá sendo tudo feitinho conforme o projeto original, que previa o uso de pinus, e dentro das normas ambientais.

O diretor da associação de moradores não se conforma. ?Cadê a fiscalização??, questiona. Pra ele, pinus não é madeira pra ser utilizada no piso do calçadão. Além de ser considerada madeira fraca, ela apodrece rapidamente, é o prato preferido dos cupins e absorve muita umidade.

Valmir César Francisco, o Cheiro, secretário de Obras da prefa dengo-dengo, explica que o pinus tá previsto no projeto da obra, foi exigido na licitação e pela Caixa Econômica Federal, que tá bancando o calçadão. ?Aquela madeira é o pinus autoclave tratado. Ela possui um químico que não deixa apodrecer e ainda tem uma garantia de 20 anos. Foi até uma exigência da secretaria do meio ambiente que utilizassemos essa madeira?, afirma o abobrão.

Cheiro também diz que as tábuas são grossas, têm quatro centímetros de espessura e ainda ficam apoiadas sobre quatro linhas de madeira. ?Não tem como cair e nem apodrecer?, garante.

Vão continuar colocando

Enquanto os moradores discutem se a madeira pode ou não ser utilizada, a prefa continua colocando o piso no local. ?Esperamos que até o dia 20 de dezembro todo o calçadão fique pronto?, afirma o secretário. Ontem, os peões da prefa estavam colocando a iluminação no local. ?Mas isso não estava na licitação. Optamos fazer por conta própria?, sigaba o secretário.

Opinião de quem entende

Seu Antônio é marceneiro. Tem uma empresinha em Penha. Mesmo tendo construído muitos móveis com o pinus, diz que hoje não trampa mais com esse tipo de madeira. ?A nossa região tem um problema muito sério de cupim e de umidade. Mas, se o material for bem tratado, não tem problema. O ideal é o pinus autoclave. Sei que tem uma empresa que dá até 20 anos de garantia, e isso é bom?, explica o marceneiro. Mas ele alerta: se a madeira não for tratada, não há santo que ajude. Sem tratamento, o pinus aguenta no máximo dois anos e depois apodrece.

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