• Postado por Tiago

Bailões, apresentações de dança e cavalgadas reuniram gaúchos e cataúchos pra lembrar a mais longa guerra civil brasileira

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Luzia Coppi deu voltinha de charrete e Periquito trepou num pangaré pra acompanhar o evento

Gaúchos e cataúchos da região comemoraram sábado à tarde a Semana Farroupilha com uma cavalgada entre Itajaí e Balneário Camboriú. As otoridades não podiam ficar de fora do evento e aceitaram o convite pra pagar o micão e carregar a tocha que simboliza a chama crioula. A prefeita de Camboriú, a loirosa Luzia Coppi Mathias (PSDB), recebeu o fogaréu das mãos dos gaúchos e a levou, de charrete, até à entrada da Maravilha do Atlântico. A chama foi entregue ao prefeito Edson Periquito (PMDB), que esperava montado num pangaré.

A cavalgada foi organizada pela associação gaúcha da Santa&Bela (AGASC). A entidade tem mais de 800 associados – a maior parte de Balneário Camboriú – e bolou uma renca de eventos pra relembrar o dia 20 de setembro de 1835, quando foi deflagrada no Rio Grande do Sul a revolução farroupilha.

Festa que não acaba mais

A programação em solo barriga-verde teve início na segunda-feira da semana passada. Rolaram apresentações de danças, poesias e comilanças típicas. Mas o auge das comemorações foi neste findi. A cavalgada começou às 13h de sábado no CTG Independentes da Querência, que fica na estrada geral da Baia, em Itajaí. Uma porção de cavaleiros, entre eles o presidente da câmara do Balneário, Moacir Schmidt (PSDB), que é gaúcho de carteirinha, seguiram até o centro da capital da pedra, onde a prefeita Luzia esperava pra botar a mão na tocha, sentadinha numa charrete.

Ela levou a chama até a avenida Santa Catarina, na divisa com Balneário Camboriú. O homem-pássaro já tava à espera do fogo, montado num cavalo. Ele carregou a tocha pela avenida do Estado e a Terceira avenida, até a Casa da Sogra, onde rolaram mais apresentações artísticas e roda de chimarrão.

O festerê terminou ontem. Pela manhã teve missa crioula e à tarde a praça Almirante Tamandaré foi invadida por bombachas e vestidos rodados num bailão ao ar livre.

A revolução

A Revolução Farroupilha rolou por 10 anos e é considerada a mais longa guerra civil do Brasil. Na época, a gauchada tava de ovo virado por conta da cobrança de impostos em cima de mercadorias como o charque e a erva-mate. Depois de muita birra de um lado e de outro, resolveram que não queriam mais fazer parte do império brasileiro. A história respingou até em terras catarinas, onde o italiano Giuseppe Garibaldi, junto com seu cacho, a catarinense Anita Garibaldi, criou uma república autônoma.

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