• Postado por Tiago

O programa Segundo Tempo, do ministério dos Esportes, é um projeto que coloca a molecada das escolas pra praticar esporte fora do horário de aula. Ele é aplicado em 78 cidades de Santa Catarina, e Balneário Camboriú deve ser a mais nova conveniada a abraçar esta ideia. Mas pra que o município receba a verba pra iniciar os trabalhos, a negociação tá passando por uma organização não-governamental de São José, o Instituto Contato.

E por que essa negociação não é feita diretamente entre o ministério dos Esportes e as cidades, já que a grana vem do governo federal? A presidente do Instituto Contato, Glória Lúcia de Paula, dá sua versão pra história. Segundo ela, a negociação entre a ong e o ministério é mais rápida do que diretamente com a cidade. “Se torna mais fácil conseguir o convênio, pois a ong possui as contas certas. Passamos pela CPI das ONG’s e fomos aprovados”, conta.

Lúcia afirma também que, sem o instituto, as citys demorariam cerca de um ano pra receber uma resposta do governo federal. “Eles precisam analisar as contas públicas da cidade, pra depois ver se é viável e possível fazer esse convênio. Com a ong, esse processo se torna mais ágil”, garante.

O Instituto Contato, como é uma ong, teoricamente não pode ter fins lucrativos. E o que ele “ganha” pra fazer esse favor aos municípios da Santa & Bela, segundo Lúcia, é a facilidade de realizar seus projetos nas cidades onde existir o convênio pro Segundo Tempo. “Temos mais viabilidade de fazer esses projetos, aumentando os eventos esportivos nestas cidades, utilizando esta estrutura”, finaliza a mulher.

Balneário Camboriú

Na Maravilha do Atlântico o projeto ainda não foi aprovado na câmara municipal. A verba do governo federal pra 19 meses será de um milhão e 500 mil reais e, conforme informações da secretaria de educação, o dindim servirá pra atender cerca de quatro mil crianças, em 20 núcleos. A compra de material esportivo e uniforme, por exemplo, será feita pelo Instituto Contato, utilizando essa verba. A contrapartida do município, de 11 mil reais, servirá pra pagar monitores e coordenadores.

Em Itajaí

A cidade peixeira possui o programa Segundo Tempo desde 2007, sem o convênio com o Instituto Contato. Itajaí administra a verba sem ação externa e usa cerca de um milhão e 200 mil pra pagar banners, cartazes, camisetas pras crianças, outdoors, lanche pra molecada e eventuais passagens aéreas, caso os monitores e coordenadores necessitem de capacitação. “O material esportivo vem diretamente do ministério dos Esportes”, afirmou o coordenador do projeto, Valdecir Cordeiro.

Ele ainda disse que os 22.860 reais mensais de contrapartida de Itajaí servem pra pagar os salários dos 15 coordenadores, que ganham 600 reais por mês, além dos 45 monitores – acadêmicos de educação física – que recebem 308 reais a cada 30 dias.

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