• Postado por Tiago

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Rafael puxou o gatilho da arma que deu fim a vida do taxista para cobrar R$ 2 mil

A quadrilha acusada de matar o taxista Walmir Manoel dos Santos, o Mica, 60 anos, de Balneário Camboriú, em 15 de abril, foi presa ontem de manhã. O atirador Rafael Nascimento de Almeida, 18 anos, e a namorada dimenor, caíram nas garras da polícia, em Camboriú. O comparsa, Janes Moraes de Melo, 31, foi em cana em Balneário, e o cabeça, Luis Flor da Silva Filho, 18, o Luisinho, tava numa clínica de reabilitação. Pra polícia, a vítima morreu porque devia pra bandidagem.

Depois de três meses suando na investigação, os tiras conseguiram juntar provas pra meter o bando atrás das grades. Pros policiais, o assassinato foi tramado por Rafael e Luisinho. Sobrinho e titio, respectivamente, se encontraram pra acertar uma dívida com Mica.

Na noite do crime, os parentes convidaram a namorada de Rafael, A.C.A., 17 anos, pra dar uma banda. Pegaram um busão e foram até a rodoviária de Camboriú. Lá embarcaram no táxi Fiat Siena, placa MGR 4581 (Balneário Camboriú), do Mica, e o mandaram seguir até o bairro São Francisco, o popular Barranco.

Rafael apertou o gatilho

Na versão da polícia, no meio do caminho, Rafael, que tava sentado no banco atrás do motora, sacou um revólver calibre 38 e enfiou no pescoço do taxista. O malaco teria dito que queria fazer um acerto. No mesmo momento, Walmir parou o carango, na rua José Cesário Pereira, no bairro Nova Esperança, e desandou a correr.

Luisinho, que tava no banco do carona, saiu correndo atrás do motorista e fez ele voltar pro carro. Apavorado, o taxista não sossegou e voltou a correr. Rafael saiu atrás e mandou dois tiros nas costas do homem.

Ferido, caído no chão, Mica ainda teria implorado pra não ser morto, mas o rapaz não teve dó e deu o terceiro tiro fatal no peito do coitado. ?Ele matou pra não ser reconhecido?, acredita o delegado Eliomar Beber, que comanda o inquérito que investiga o assassinato. O gurizão deixou a vítima no chão, embarcou novamente no carro e simandou com Luisinho e a amada.

O trio fugiu no táxi até o bairro Canhanduba. Lá, os trastes rodaram por dois quilômetros e pararam o carro. Arrancaram o luminoso do carango, deixaram na pista e voltaram em direção à BR-101. Abandonaram o possante mais pertinho da estrada e saíram diapé. A trupe só conseguiu siscapulir depois que chamou Janes, que deu um pulo no local e levou a galera embora.

Segundo o delegado, foram monitorados todos os passos dos suspeitos e colhidos depoimentos de testemunhas. Apesar das suspeitas, Beber duvida que o assassinato tenha rolado durante uma tentativa de assalto. Pelas informações levantadas pelos policiais, Mica estaria mesmo devendo algo pra Luisinho, que resolveu acertar as contas da pior maneira.

A versão do Rafael

Em depoimento, Rafael contou que era amigo do taxista, pra quem tinha emprestado R$ 2 mil. Como o cara não pagou, Rafael resolveu cobrar o Mica. O trio foi até a rodoviária onde pegou uma corrida com o taxista. Ao chegar no interior de Camboriú, o taxista disse que não tinha como pagar. Rafael então sacou a arma e meteu uma bala no ombro do taxista. Mesmo ferido Mica voltou a dizer que não tinha dinheiro. Foi então que tomou um tiro fatal. Rafael catou os trocados que tavam no bolso do taxista. A arma do crime Rafael disse que vendeu para um traste que fugiu para o Paraguai.

Foi pedida a prisão temporária por 30 dias e os dimaiores já foram mandados pro socado xilindró de Balneário Camboriú. A menor será apresentada pra dona justa decidir o que deve ser feito com ela. Agora, os homisdalei trampam pra descobrir que fim levou o revólver calibre 38 usado por Rafael no crime.

Relembre

Mica foi morto enquanto fazia uma corrida na noite de 15 de junho. Seu carro foi encontrado horas depois abandonado na região da Canhanduba. O crime aconteceu na época que tava rolando uma montoeira de assaltos a taxistas de Balneário. A possibilidade de latrocínio, roubo seguido de morte, foi levantada. A classe se reuniu em busca de mais segurança. A comunidade até fez uma passeata pedindo um reforço no policiamento da city.

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