• Postado por Tiago

O presidente do sindicato dos mototaxistas de Itajaí, Nivaldo João Dias, admite que o trampo das motoquinhas em Itajaí tá virado num caos. Segundo o representante dos motoqueiros, o culpa é da prefa, que sancionou uma lei pra regulamentar a atividade nas terras peixeiras e não deu bola pra fiscalização. “Andar de mototáxi aqui em Itajaí tá um perigo, tem muita atividade ilegal e muita mesmo”, afirmou.

Os mototaxistas acreditam que, além da falta de fiscalização, o fato da lei criada regulamentar somente as empresas de mototáxi deixou uma brecha pra que qualquer um se encarapite numa motoca e saia por aí fazendo corrida e ganhando uma grana sem pagar imposto, sem pagar seguro, sem nada. “Esses autônomos trabalham como querem”, lascou.

O vereador Marcelo Werner (PCdoB) também está preocupado com a situação do mototáxi e decidiu conversar de perto com os representantes da categoria. Ele recebeu em seu gabinete a visita dos motoqueiros e prometeu criar um novo projeto de lei pra regulamentar mais uma vez a profissão. “A gente sabe que é uma profissão de risco e que trabalha com o transporte de vidas. É preciso mais atenção”, disse o vereador.

A intenção do vereador é deixar a atividade nos trinques. Além de ficar de olho no estado de conservação das motocas e na documentação do motora, Werner pretende incluir na lei uma disciplina de valores. “A verdade é que hoje o mototáxi cobra conforme o cliente, não existe padronização”, garantiu.

O projetinho deve estar pronto no prazo de 20 dias. Ele será encaminhado ao sindicato dos mototaxistas pra avaliação e discussão da classe e depois volta pra casa do povo pra ser transformado em projeto de lei e entrar em votação. “Nós não queremos cometer o mesmo erro, por isso na lei vai ficar claro que a fiscalização da atividade fica por conta da secretaria da SPDU e da Codetran”, disse o vereador.

Lei furada

Em 2007, um convênio foi feito com a intenção de trazer mais segurança pro trampo dos motoqueiros. A chamada regulamentação exigiu a padronização das fachadas dos pontos de mototáxi e também das motos. Além disso, coletes foram dados pros motoras que, na época, estavam com o alvará em dia. O problema, disse Nivaldo, é que não houve fiscalização e o trampo virou baderna.

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