• Postado por Tiago

A empregada doméstica Fernanda Lobo da Silva, 32 anos, diz que tá correndo atrás pra receber uma boa graninha a que tem direito por conta dos serviços que seu marido, J.F.R. prestou em penitenciárias estaduais. Fernanda calcula que tem direito a ganhar mais de 600 reales, mas o responsável pela bufunfa só a enrola e não entrega a grana. “Várias mulheres de presos tão com problema pra receber esse dinheiro”, berra a mulher.

Todo mês Fernanda vai até a capital catarinense buscar o dinheiro do trampo que o marido faz na cadeia. O dinheiro ajuda no sustento dos filhos. J. foi transferido no final do mês passado para o cadeião de Itajaí e aí parou de trabalhar.

Desde quinta-feira da semana passada, Fernanda tem ligado várias vezes pro presídio, mas nunca consegue falar com o responsável pela liberação do dinheiro, chamado Gentil. “Eu já gastei mais de dez cartões só pra tentar falar com ele”, reclama a doméstica.

Além de ligar, Fernanda também tentou falar pessoalmente com Gentil, mas também não conseguiu. “Parece que o dinheiro fica na conta dele. Eu não sei por que ele não libera”, revolta-se a moça, que diz já estar desistindo dos 600 pilas.

Já pode pegar dindim

Erivaldo Gentil Conceição, diretor do setor de pecúlio do presídio de Floripa, alegou que uma porrada de problemas aconteceram e, por isso, Fernanda não pegou a grana. Primeiro veio a greve dos bancários, depois um problema na máquina de cheque. O começo da paralisação dos agentes prisionais da Santa & Bela também teria atrapalhado. E, pra completar, o feriado prolongado pra sexta-feira por conta do dia do funcionário público e a folguinha na segunda-feira, feriado de Finados, impediram o presídio de quitar as contas. “Mas hoje [ontem] ela já pode vir aqui e pegar”, garantiu Gentil.

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