• Postado por Tiago

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Celulares são levados pra dentro do presídio pelos parentes dos presos

Uma operação pente-fino realizada no cadeião peixeiro na manhã de ontem encontrou com os presos 17 celulares, seis carregadores, 20 facas artesanais, um torrão de maconha, pedaços de ferros e até talheres, que nas mãos dos bandidos tavam virando armas.

Na operação, 15 dos 682 presos ganharam uma passagem só de ida para as penitenciárias de Florianópolis e de São Pedro de Alcântara. Pra polícia, as porcarias que entram no presídio foram levadas pelos parentes, que dão um jeito de passar celular e talheres que não são detectados na vistoria. A ação contou com a participação de 44 milicos e 30 agentes prisionais.

A operação foi realizada pela polícia militar em parceira com o Departamento de Administração Prisional (Deap). Mesmo com a transferência dos 15 presos, a população carcerária do cadeião peixeiro é de 667 presos, número bem acima da capacidade de ocupação, que é de 198 pessoas.

Em média entram 10 presos por dia no cadeião peixeiro e cinco deixam as celas. O administrador do presídio, Maurílio Antônio da Silva, explica que pra tentar reduzir a ocupação do cadeião, a justiça tá reavaliado os casos dos presos guentados com base na lei Maria da Penha (agressão da mulher), e dos delitos menores, como furto, pra mandar esse povo pra casa.

Já o diretor geral do Deap, Hudson Queiroz, garantiu que o departamento está avaliando a melhor forma de diminuir a população carcerária do presídio, mas a situação continuará complicada. ?Essa superlotação dos presídios é um problema nacional, não só catarinense. A gente não tem para onde mandar os presos porque todos os presídios estão lotados?, disse Hudson.

O diretor do Deap resolveu se mexer, depois que o juiz corregedor do presídio, Carlos Roberto da Silva, pediu que o secretário de segurança, Ronaldo Benedet, e o da Justiça e Cidadania, José de Almeida Pedroso, tomassem medidas imediatas para resolver o problema da superlotação do cadeião peixeiro. No documento, o juiz alertava para o risco de uma rebelião. A última que houve no presídio rolou em fevereiro, quando 668 presos detonaram grades e paredes de 11 celas e o cadeião precisou ser interditado.

Dos presos transferidos, 10 foram levados para a penitenciária de São Pedro de Alcântara e cinco foram para a penitenciária da capital de Santa Catarina. Apesar das transferências, o diretor do presídio, Maurílio, não tem esperanças que o número de detentos diminua. ?Acho que não dá para transferir mais presos, pois os outros presídios também estão cheios?, lamentou Maurílio.

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