• Postado por Tiago

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Apesar da superlotação, presos dizem que só falta amor no local

A superlotação da cadeia de Balneário Piçarras está longe de chegar ao fim. Com 46 presos espremidos num espaço construído para 12 pessoas, não existe qualquer perspectiva de que o número de detentos diminua num curto espaço de tempo.

A delegada de Piçarras, Flávia Rigoni Gonçalves, explica que até o momento não tem qualquer informação do departamento de Administração Prisional (Deap) de que os presos que estão na cadeia serão transferidos. Entre os detentos que estão na cadeia de Piçaras, 10 já foram julgados e condenados e deveriam estar cumprindo pena em uma penitenciária. Pra complicar ainda mais, nos finais de semana a segurança dos presos é reduzida. A superlotação da cadeia de Piçarras só agrava a situação do complexo prisional da região de Itajaí. Em Balneário Camboriú, tem 400 presos onde deveriam estar 104. Já em Itajaí tem 696 num espaço construído para 198.

Entre os detentos que tão amontoados na cadeia de Balneário Piçarras, 41 são homens e cinco mulheres. As mulheres tão num local perto da cozinha da delegacia. Já os homens dividem o espaço da cela e do pátio da cadeia. Os detentos chegaram a improvisarar varais, camas e prateleiras pra tentar se ajeitar no local.

Apesar da superlotação, os malacabados preferem não reclamar das condições da cadeia. ?Agora que conseguimos ficar no pátio, tá beleza?, disse um preso. A situação era complicada quando eles tinham que dividir somente as celas. Segundo os presos, a única coisa que tava faltando na cadeia era ?amor? e que o resto dava pra guentar.

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