• Postado por Tiago

A procuradoria de Defesa do Consumidor (Procon) da prefeitura de Itajaí espera encerrar o ano com mais de 20 mil atendimentos. Só em novembro foram 1600 consumidores que procuram o órgão pra reclamar de alguma sacanagem ou pedir orientação, informa o advogado Rafael Martins Seára, chefão da Procon peixeira.

O recorde de atendimento mensal, diz Rafael, aconteceu em janeiro. Aproximadamente 4000 mil pessoas foram até o escritório da procuradoria ou telefonaram pra meter a boca n’alguma sacanagem. “Era tanta ligação que nossos telefones ficaram congestionados”, lembra.

A desgraceira da enchente que atingiu a cidade em novembro do ano passado tem a ver com tanta procura em janeiro. “A enchente fez a demanda por móveis crescer absurdamente em Itajaí e as lojas não davam conta de entregar nem de fazer a montagem das peças”, explica o advogado.

Mas são as empresas de telefonia que continuam sendo as recordistas em reclamação na procuradoria de Defesa do Consumidor de Itajaí. Das 370 puxadas de orelha que a Procon teve que dar em novembro, 194 delas foram nas operadores de telefone fixo e de celular. Apenas em um dos casos, diz Rafael, não foi possível negociar uma solução e por isso a Procon abriu um procedimento administrativo, que deve acabar virando processo pra dona justa. Denúncias por cobrança de serviços não contratados fazem parte do rol de sacanagens das operadoras de telefonia.

Onde fica e como usar a Procon

As procons são órgãos públicos previstos na lei federal conhecida como código de defesa do consumidor. Podem ser da prefeitura ou do governo do estado. A de Itajaí fica na avenida Joca Brandão, 655, no centro da cidade, onde funcionava o antigo fórum e a antiga prefeitura.

Pra tirar dúvidas ou fazer denúncia de uma grande sacanagem contra os consumidores, basta ligar pro órgão, que atende pelo número 151. A ligação é digrátis. Se for pra reclamar de algo que sofreu e pedir reparação, aí tem que ir até a procuradoria.

Quem procurar a Procon deve levar sempre nota fiscal, recibo, contrato ou qualquer outro documento que possa comprovar que existiu uma relação de consumo. “Já quando o consumidor desejar reclamar de propagandas enganosas ou ofertas não cumpridas, ele deve tentar trazer o folheto ou jornal onde foi feita a propaganda”, ensina Rafael.

Se a tal propaganda enganosa foi feita pela TV ou pelo rádio, aí tem que agir rapidinho e informar pros fiscais da Procon o mais rápido possível em qual estação e em qual horário rolou a propaganda, que é pra dar tempo de pedir a gravação da publicidade.

Ah! E tem que levar sempre os documentos pessoais, que é pra provar que foi você quem fez a compra e tá sendo enganado.

  •  

Deixe uma Resposta