• Postado por Tiago

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Gisele trabalhava numa escola do São Viça

Luciano Kawikioni procurou o DIARINHO revoltado com o suposto descaso com o corpo de sua irmã, a professora Gisele Kawikioni, de 29 anos, que morreu ontem à noite no pronto socorro do hospital Marieta, em Itajaí. Pela falta de um serviço público municipal pra descobrir a causa de mortes não violentas, o corpo foi jogado d?um lado pra outro e foi parar em Floripa, já que os técnicos do Instituto Médico Legal de Itajaí (IML) não quiseram fazer a necrópsia.

Além da dor da perda de Gisele, os familiares estavam ontem revoltados e indignados, afirma Luciano. A falta do chamado serviço de verificação de óbito, essencial para definir a causa da morte da professora, fez com que a família levasse o corpo para capital, na tentativa de fazer uma necrópsia.

Em Floripa, que tem o tal serviço, foi uma trabalheira para que o exame fosse feito. Luciano admitiu que a família tentou até mexer os pauzinhos com um político. Os técnicos do IML de Itajaí, ligado ao Instituto Geral de Perícias da secretaria estadual de segurança pública, somente podem fazer necrópsias em casos de mortes violentas.

A pedra

Na quarta-feira, contou Luciano, Gisele passou mal. Foi até um pronto socorro e somente recebeu um plasil, remédio que evita enjoos. Ontem, Gisele chegou desacordada no pronto socorro do hospital Marieta e, após tentativas de reanimá-la, foi declarado que ela havia morrido.

Gisele era especialista em administração escolar e professora da rede pública municipal. Trampava na escola básica Pedro Paulo Rebello, do bairro São Vicente. Também já deu aulas no Centro de Educação Infantil Elizabeth Malburg, na Nova Brasília.

A administração do hospital Marieta, através de sua assessoria de imprensa, informou que Gisele já chegou morta no pronto socorro e que por esse motivo eles se empenharam para que ela fizesse a necrópsia em Floripa. A assessoria do Marieta disse ainda que o serviço de verificação de óbito é uma responsabilidade do município e já existe um projeto tramitando na câmara de vereadores que trata da criação dele.

A assessoria do Marieta informou que, no final da tarde de ontem, foi conseguido que a necrópsia para averiguar a causa da morte da professora fosse realizada na capital.

Dalva Rhenius, secretária municipal de saúde, não foi encontrada ao final da tarde de ontem para falar sobre o assunto. A tchurma da assessoria de imprensa da secretaria também não foi localizada ontem à tardinha.

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