• Postado por Tiago

Na data instituída para homenagear sua profissão, os professores receberam uma boa notícia. As gratificações por tempo de serviço, auxílio-alimentação e adicional de permanência não farão mais parte do piso salarial nacional pago aos prófis de Santa Catarina. Isso significa dizer que a grana das gratificações virá a mais, além do salário base de R$ 1.132 que passa a valer do ano que vem. O projeto de lei que redefiniu o pagamento do piso nacional na Santa & Bela, de autoria do governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB), foi aprovado esta semana pelos deputados estaduais.

O auxílio-alimentação é de R$ 6 por dia. Isso dá uma média mensal de 120 contos que virá a mais na folha de pagamento do professor, com a nova lei. O triênio, que é a gratificação por tempo de serviço, corresponde a 1% do salário. O adicional por permanência é de 5% a ser pago aos professores que têm direito a aposentadoria, mas ainda, por necessidade, continuam encarando uma sala de aula. Ele corresponde a 5% do vencimento e é agregado a cada um dos cinco anos que o professor ainda pode continuar trampando além do tempo da aposentadoria.

A única sacanagem que ainda permaneceu, reclama o deputado Pedro Uczai (PT), é a gratificação por regência de classe incluída no piso. Uczai foi um dos autores da emenda propondo que a regência fosse paga à parte e separada do piso mínimo. “É uma questão de direito e de dignidade ao trabalhador da educação”, discursa o deputado polacão, que também é professor.

Santa Catarina tem hoje aproximadamente 19,5 professores efetivos na rede estadual de ensino, além de 16,3 mil admitidos por contrato temporário, que são os chamados ACTs. Um prófi que tem formação em ensino médio e trabalha 40 horas semanais ganha a merreca de R$ 536 por mês em início de carreira. Se foi pra faculdade e pegou um canudo, ganha a mixaria de R$ 780.

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