• Postado por Tiago

A empresa que não quis nem saber de processo de tombamento e muito menos de esperar a decisão do Tribunal de Justiça é a Lin Lei Ltda. Esta é a razão social da firma que tem sede na Barra do Rio e atua com o nome fantasia “Deyu Fishing Net”. A empresa trampa com venda de redes e outros equipamentos pra pesca. O DIARINHO tentou contato com os proprietários e com os advogados da Lin Lei na tarde de ontem, mas ninguém retornou as ligações para comentar a tal notificação recebida no dia 9 de junho.

O futuro do terreno onde ficava a casa Olímpio Miranda parece já estar traçado. Darlan Martins informou ontem que já está aprovado na prefeitura um projeto arquitetônico para a construção de um prédio no local. “Só não sabemos se vai ser residencial ou comercial”, comentou.

Patrimônio sem diretor

Pra piorar toda a situção, uma das peças-chave para agilizar os processos de tombamento em Itajaí não existe. O cargo de gerente de patrimônio, na Fundação Cultural de Itajaí, está vago. Não houve ainda a indicação política pra que alguém ocupe o cargo que é comissionado. O próprio superintendente da fundação cultural, Agê Pinheiro, admite que falta gente pra trampar. “Está insustentável. A fundação não tem funcionários efetivos e ainda temos dois cargos de gerência sem nomeação. Outro problema, segundo o abobrão, é o salário pra quem vai ocupar a vaguinha. “Que arquiteto, por exemplo, vai querer ganhar um salário de R$ 2 mil por mês pra ser gerente de patrimônio?”, pergunta.

Ministério público no encalço

O ministério público já está fuçando pra entender o que aconteceu e tentar colocar na espinha dos responsáveis pela demolição, se ela foi mesmo ilegal. O promotor Marcelo Truppel Coutinho solicitou a liminar caneteada pelo juiz Rodolfo e só vai se pronunciar sobre o caso depois de ler o papéli assinado pelo magistrado. “É lamentável. Temos que ver o que diz a decisão, mas a casa já está demolida, infelizmente”, lamentou o promotor.

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