• Postado por Tiago

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Estádio de Pituaçu será o primeiro do Brasil com esse tipo de tecnologia

Pra tentar diminuir o aquecimento global, que assusta a população mundial a cada ano, a universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) deu um grande passo pra ajudar a natureza e, ao mesmo tempo, levar a modernidade ao futebol brasileiro. Pioneiro no Brasil e na América Latina, o projeto Estádios Solares, desenvolvido em conjunto entre o laboratório de energia solar da UFSC e o instituto Ideal, de Florianópolis, tem como objetivo fazer que todos os estádios da copa de 2014 se mantenham com energia solar.

O ambicioso desafio, no entanto, sairá do papel bem antes da copa no Brasil. Local do jogo entre Brasil e Chile pelas eliminatórias da copa de 2010, o estádio de Pituaçu, em Salvador/BA, será o primeiro estádio solar brazuca. O projeto já foi aprovado pela agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e as obras devem iniciar no ano que vem.

Se neste ano o estádio recebeu as estrelas da seleção brasileira, em breve receberá painéis fotovoltaicos, nome difícil pra chamar aquelas placas usadas pra converter a energia da luz do sol em energia elétrica. Quando instalados, os painéis vão gerar 600 megawatts por hora, o bastante pra tornar o estádio autosuficiente.

Mineirão é o próximo

Diretor técnico do Instituto Ideal e professor do laboratório de energia solar da UFSC, Ricardo Ruther diz que o projeto foi concebido em fevereiro de 2008, quando foi apresentado até pro presidente Lula. ?Precisávamos de uma vitrine, e juntar sol com futebol é uma combinação muito boa?, fala o professor.

Com a aprovação pro início das obras no Pituaçu, que terão recursos da companhia de Eletricidade do Estado da Bahia, a ideia agora é buscar os estádios da copa. O próximo na lista é o Mineirão, em Belo Horizonte/MG. ?O projeto tá bastante avançado no Mineirão. A Cemig (companhia Energética de Minas Gerais, que bancará o projeto) é uma concessionária progressista, que investe em projetos e logo se interessou?, diz Ricardo, que parece confiante. ?Assim que o primeiro estádio funcionar, todos os outros vão querer?.

Os projetos pro Maracanã e pra Arena, em Brasília, tão em fases iniciais. No estado, o trabalho foi feito pro Orlando Scarpelli, do Figueirense. Mas como Floripa não foi escolhida como sede da copa, o projeto parou. Pra Ressacada, do Avaí, nada existe até agora.

Haja grana

A obra no Pituaçu tá orçada em cinco milhões de reales, mas o investimento pra estádios maiores varia entre 18 e 42 milhões. ?Os custos da geração solar ainda são mais altos do que os da geração convencional, mas existe uma forte tendência de queda?, fala Ricardo, lembrando que a tecnologia solar pode reduzir os custos em mais de 5% ao ano.

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