• Postado por Tiago

A edição de 07/03/03 foi de festa. A manchete era que o porto tava assinando um convênio com prefa peixeira pra revitalizar a orla do rio Itajaí-Açu, projeto assinado pelo arquiteto e urbanista Dalmo Vieira Filho. A primeira etapa era revitalizar o molhe e criar deques de pesca. O ferri-bote sairia do centro da cidade pra dar lugar a um complexo de lazer com restaurantes, praças, cinemas, lojas e bares, a exemplo do que rolou em Barcelona, na Espanha, que também era uma zona nos anos 80, e ficou bonitinha pras olimpíadas de 1992. Mas seis anos se passaram e o centro peixeiro continua desprestigiado. Onde, a partir das 19h, ninguém circula devido à falta de atrativos e segurança.

Justiça seja feita, o molhe foi revitalizado, e tanta gente passeia por lá nos dias ensolarados que fica patente a demanda por lazer na cidade dos contêineres. Era lá que tava projetado o museu oceanográfico da Univali, também de autoria de Dalmo Vieira Filho. Aproveitando a localização na beira do rio, o projeto tinha linhas orgânicas, semelhantes às ondas do mar, e o prédio era todo de vidro e aço pra se admirar a entrada e saída dos navios. Só que, no lugar onde iria ficar o museu, tem, agora, um estacionamento enlameado, e rola um buxixo que não rolou licença ambiental pra fincar tamanha obra em solo frágil. A esperança é que ele vá parar no terreno que era da Sul Atlântico e passou pra prefa, ao lado do Centro de Eventos, mas até lá….

Outro projeto empacado é o do transporte integrado, que virou mania dos administradores depois da boa experiência de Curitiba. Em Floripa, quatro das nove estações foram desativadas por falta de uso, mas insistem que Itajaí deve ter o tal transporte integrado, em que se paga apenas uma passagem pra ir para qualquer lugar, no município. O antigo terminal, que já foi a estação de trem, na Fazenda, foi destruída pra ser erguida a primeira estação do sistema. Mas trocou o prefeito e, adivinhe? Pior do que isso só o shopping Caseca, deteriorando, numa das áreas mais nobres da cidade há quase duas décadas.

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