• Postado por Tiago

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Terreno doado pela prefa pra construção do CIP fica colado nas lagoas de decantação da Emasa

O projeto de construção de um centro de internamento provisório (CIP) pros aborrescentes que não andam na linha em Balneário Camboriú tá arquivado nas gavetas do Ministério da Justiça há dois anos. A sacanagem só veio à tona depois que os vereadores Dão Koeddermann (PSDB), Marcos Kurtz (PMDB) e Fabrício de Oliveira (PSDB) deram um pulo em Brasília pra ver como tava o andamento do processo e ter um plá com os deputados federais pra tentar apoio. Acabaram voltando pra casa com uma mão na frente e a outra atrás.

A discussão sobre o CIP já se enrola na Maravilha do Atlântico há 13 anos. A prefa chegou a oferecer um terreno pra construção do prédio, pertinho das lagoas de decantação da Emasa, no bairro Nova Esperança, e o pessoal do Conselho de Segurança (Conseg) já tem um projeto pronto pra tocar a obra. Só falta a grana, cerca de R$ 2 milhões, que devem vir do governo federal.

Em 2007, o projeto foi enviado pra Brasília pelo conselho de desenvolvimento econômico e social (Condes) e desde então tava esquecido pelas otoridades. Com as discussões pra criação de uma guarda municipal, o assunto veio à tona e os vereadores resolveram bizolhar em que pé tava a situação.

Dão, Fabrício e Marcos passearam pelos gabinetes dos deputados catarinas e pedincharam uma mãozinha pra tentar uma audiência no Ministério das Cidades ou no Ministério da Justiça. Não conseguiram agilizar a conversa, mas receberam a informação de que o projeto tá arquivado. ?O que nos disseram é que o problema é que a proposta foi enviada pelo Condes, e uma entidade civil não poderia pleitear esse convênio?, disse Dão.

Os vereadores voltaram pra casa com o rabinho entre as pernas e com a ideia de fazer um novo pedincho pra instalação do CIP, desta vez através da prefa. ?Agora o caminho é refazer e reencaminhar em nome do município?, comentou Dão.

O mandachuva do Condes, Valdir de Andrade, disse que já tava sabendo que o processo tava parado. ?Pro governo federal, Balneário Camboriú não tem estatísticas que justifiquem o investimento nessa área. Mas pelos dados que temos, somos o segundo município em apreensão de menores no estado?, carcou.

Ontem de manhã, durante uma reunião entre o conselho da criança, conselhos de segurança (Consegs), a prefa e a vara da família do Balneário, ficou definido que vai rolar um levantamento de dados pra ter o número exato de ocorrências que envolvem aborrescentes. Os números serão enviados pra Brasília. ?Também podemos tentar recursos através de um TAC (termo de ajustamento de conduta). Tem toda aquela polêmica da construção de prédios na praia do Coco, de repente a construtora poderia construir um CIP como medida compensatória?, sugeriu.

Pro vereador Orlando Angioletti (DEM), da comissão de segurança da casa do povo, a solução mais fácil seria mesmo usar a grana dos cofrinhos municipais. ?Se esperarmos dinheiro de Brasília, nunca vai acontecer. Estamos discutindo milhões de reais pra guarda municipal, mas se as pessoas forem presas, não tiverem onde ficar e acabarem soltas, vamos estar brincando de fazer segurança?, lascou.

Angioletti avisou que vai se reunir na segunda-feira com o secretário de justiça da Santa&Bela, Justiniano Pedroso, pra discutir a possibilidade de fazer não só o CIP, mas também um novo cadeião na Maravilha do Atlântico.

Nova tentativa

Pelo sim, pelo não, os vereadores que passearam em Brasília convenceram o deputado dengo-dengo João Mattos (PMDB) a tentar dinovo um plá com o ministro da Justiça, Tarso Genro. ?A obra é interessante pra Balneário e pra toda região. Vamos tentar conseguir essa audiência?, prometeu o deputado.

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