• Postado por Tiago

Monitores da Univali orientam a turistada

A criançada que frequenta a praia central de Balneário Camboriú ganhou um anjinho da guarda a mais. Os monitores do projeto Praia Limpa têm ajudado a encontrar os pequerruchos que se perdem dos pais na orla. Pelas contas dos monitores, cerca de duas crianças se perdem por dia.

Desde a primeira semana de 2010, os 30 monitores do projeto praia limpa têm dado uma forcinha pra localizar os pequenos banhistas. Eles distribuem fitinhas que têm nome do dimenor, contato e nome dos pais. As pulseirinhas são próprias pra entrar na água e têm cores específicas de cada setor da praia. A orla está dividida em cinco setores. ?Com as cores sabemos onde a família da criança está e a levamos pra lá?, explica a monitora Liliane Almeida, 19 anos.

A iniciativa deixou um pouco mais tranquila a professora Adriane Serezolli, 43, que já perdeu a sua filha Louise Serezolli, 12 anos, e teve que procurá-la por quase duas horas na praia. ?Ela saiu com uma amiga e demorou pra voltar. Chamei até os guarda-vidas porque pensei que tinha se afogado?, lembra.

A pequenina Isadora da Costa, oito anos, recebeu a nova pulseirinha ontem de manhã. Conta que já se perdeu dos pais e mesmo novinha teve que sivirar sozinha pra encontrar um local conhecido. ?Andei na praia até perto do mercado do meu tio. Depois atravessei a rua e eles ligaram pra eles (os pais)?, conta.

Apesar de todo o trabalho, os monitores contam que alguns pais chegam lá com o rei na barriga e não aceitam botar a fitinha no filhote. ?Já aconteceu do pai dizer que não precisa e voltar aqui cinco minutos depois, chorando?, afirma o monitor André Canton, 19 anos.

O rapaz diz que, pra evitar casos como este, ele orienta os responsáveis pelos pimpolhos e explica que a praia é grande e com muitas pessoas, mas as pulseiras só são colocadas se os pais quiserem.

Sacolinha de lixo e cinzeiro

Os monitores também distribuem sacolinhas de lixo e cinzeiros ecológicos, que são uma espécie de pirâmide que fica enterrada na areia e não deixa as cinzas caírem na praia. Nos primeiros 20 dias de serviço foram cerca de 42 mil saquinhos e 3,8 mil microlixeiras pra garantir que os banhistas vão depositar o lixaredo no lugar certo. ?Damos tudo de graça e ainda orientamos pra levar o saquinho depois até a lixeira?, diz Liliane.

Todos os 30 monitores são estudantes da Univali. Contratados como estagiários, recebem um salário mínimo pra trampar na orientação da praia. Ficam em barraquinhas e usam uniformes. O serviço é realizado das 8h às 18h, durante a temporada de verão. A ação deverá terminar em março, quando o friozinho der as caras por aqui.

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