• Postado por Tiago

Rosan: ‘Se tiver que interditar um evento com duas mil pessoas, interdita’

Terminou em mijada a reunião que rolou ontem à tarde pra discutir as festocas que tão tirando o sono do pessoal que mora no Estaleiro e Estaleirinho, em Balneário Camboriú. O blablablá, convocado pelo Ministério Público, teve a participação da polícia civil e militar, da prefa e de moradores dos bairros. O promotor Rosan da Rocha lascou que a culpa pelo auê é das otoridades, que tão fazendo vistas grossas pro problema. O dotô deu uma semana pros abobrões bolarem um plano pra tentar conter a arruaça. “Não tem que ter tolerância. Se tiver que interditar um evento com duas mil pessoas, interdita”, carcou.

O encontro rolou depois que moradores dos dois bairros, que ficam na região da Interpraias, deduraram ao MP as festinhas de bacanas que têm rolado em pousadas e não deixam ninguém dormir em paz. O pessoal chegou a armar um panelaço, no feriado de Sete de Setembro, pra chamar atenção pro problema.

Antes de soltar o verbo, ontem à tarde, o promotor Rosan deixou que as otoridades convidadas se manifestassem sobre o assunto. O capitão Ronaldo de Oliveira, da polícia militar, disse que falta efetivo pra dar conta do serviço. “Temos uma grande demanda de roubos e homicídios pra nos preocuparmos com perturbação”, disse.

O delegado regional Ademir Serafim, representando a polícia civil, se defendeu dizendo que os alvarás pros balança-tetas são expedidos como manda a lei. Do lado da prefa, o secretário de segurança, Nilson Probst (PMDB), saiu pela tangente e disse que é preciso pensar o que o povão quer pro futuro. Já o capo da secretaria de meio ambiente, André Ritzmann, lascou que não deu alvará de sonorização pras festinhas porque não recebeu nenhum pedincho. “Mas fizemos a verificação e o barulho não era no lado de dentro, era bagunça de fora”, disse. Enquanto isso, o presidente da câmara, vereador Moacir Schmidt (PSDB), único edil que compareceu ao falatório, fez que não era com ele e disse que a responsa de mudar o plano diretor, por exemplo, pra conter a balbúrdia, é do executivo.

Dotô Rosan não deixou por menos e chamou os moradores pra contarem o perrengue que tavam passando. José Marques, 60 anos, que vive há 32 no Estaleirinho, disse que nunca viu nada igual ao que tem rolado por lá nos finais de semana. “Colocaram bebida em cima do carro da polícia pra desafiar. Onde é que estamos vivendo?”, questionou. Filomena Cunha, 55, nascida e criada no Estaleirinho, também siqueixou. “No final de semana eu não podia entrar nem sair do meu portão, porque tinha carro estacionado por todo lugar. Eu não dormi”, contou.

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