• Postado por Tiago

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Dezenas de carangos novinhos tão pegando pó no pátio do ex-bailão

Policiais civis das centrais da capital e de São José afirmam que há pelo menos dois meses as equipes de investigação e de apoio a operações não conseguem trabalhar por falta de viaturas. Os carros enguiçaram com o passar do tempo, não foram consertados e, com isso, a turma não tem como trampar. Pra piorar a situação, os policiais deduram que os carros estão todos comprados e prontos pra uso. ?Já ouvimos dizer que está sendo preparada uma grande festa para a entrega das viaturas. Não estamos na polícia para fazer uso político do nosso trabalho. Queremos apenas trabalhar?, encerra um policial que não se identificou com medo de represálias.

De acordo o tira, ele e seus colegas de equipe já passaram pela situação de não poder acompanhar uma grande operação da Diretoria de Investigações Criminais (Deic). ?Fomos chamados dia desses e não havia carro. Não fomos. O delegado que solicitou o serviço ficou furioso, mas fazer o quê? Sabemos de colegas investigadores que estão usando carros e motos particulares. Dão o sangue pelo trabalho e tiram o que tem para não deixar que a cidade seja dominada pela malandragem?, comenta o policial, que tem 10 anos de polícia civil.

Os homis de plantão na noite de terça-feira e madrugada de quarta-feira na central de polícia da capital também confirmam que, às vezes, há a ocorrência e eles não têm como sair pra atender. ?E isso nos deixa com a moral lá embaixo, porque ser policial é algo que exige dedicação e compromisso com a sociedade?, contou outro policial que tinha como planos assistir tevê e puxar um ronco a noite toda porque se houvesse chamado, não teria como sair.

Pegando pó!

Os delegados responsáveis pelas centrais da capital e de São José preferem não comentar o assunto. Porém, confirmam que há empenho da secretaria de segurança pública (SSP) em resolver estas questões. Ontem, o DIARINHO flagrou pelo menos 50 viaturas prontinhas pra uso estacionadas no pátio de uma boate desativada na SC-401, principal via de acesso ao norte da ilha de Floripa. A reportagem foi impedida de entrar no local por um vigia que alertou tratar-se de propriedade particular e enxotou a viadagem de lá.

O motivo de tanta baratinha guardada e a puliçada tendo que pegar bandido a pé tem uma explicação não muito convincente. De acordo com a SSP, foram investidos R$ 22 milhões na compra de 440 carangas. A frota foi comprada, adesivada e equipada com giroflex (aquela luzinha), sirene e espaço pra transporte de malaco. Contudo, teriam perrengues impedindo que elas estejam peruando pelaí. De acordo com a assessoria de imprensa da SSP, há carangos que ainda não tiveram a documentação e o seguro regularizados e por isso não foram entregues.

A secretaria explica ainda que os carros que tão ficando no jeito já tão sendo entregues, como já rolou pras bandas do planalto norte, no sul do estado e em algumas cidades do vale do Itajaí. Pela contabilidade, a região da Grande Floripa deve ser atendida com uns 25 carros. A maioria deles ficará à disposição da puliçada da capital. A assessoria nega que esteja sendo preparada uma grande festança pra entrega das viaturas em Floripa e região.

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