• Postado por Tiago

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A mídia nos passa uma imagem totalmente negativa sobre o MST, falando sobre conflitos e invasões de propriedade. (…) Na visita ao Assentamento Conquista do Litoral, me encantei com a simplicidade e modo de viver deles. Observei que possuem grande influência do comunismo em seus ideais. É irônico perceber o quanto valores essenciais para a vida podem fazer a diferença na sociedade. São um ótimo exemplo de como é possível alcançar a igualdade social. Isso através de outros fatores, como a igualdade de sexos na comunidade, de tarefas distribuídas e principalmente de renda. Eles também possuem grande respeito pela natureza, não provocaram nenhum impacto ambiental local desnecessário ou ilegal.

Tiago Cidral Francisco, 18 anos, estudante de engenharia ambiental

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Fiquei impressionada com a organização que vi no assentamento do MST. Não há discriminação entre os sexos, todos ganham igual e trabalham nas mesmas funções em sistema de rodízio. As mulheres da cidade que fiquem com inveja, pois nos finais de semana quem cozinha e lava a louça são os homens. (…) Mudei minha maneira de pensar sobre o MST e sobre o que a mídia muitas vezes, sensacionalista, fala sobre esse movimento. Se avaliarmos bem temos ?invasores? bem pertinho de nós. São os políticos e empresários que construíram suas mansões em cima da areia da praia ou no alto do morro com vista para mar. Só eles usufruem e quem for abelhudo e tentar ?visitá-los? será recepcionado por um belo pitbull.

Olga Ferreira, 43 anos, sindicalista

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A  princípio eu tinha uma ideia sobre o MST, que julgo ser a da maioria das pessoas: integrantes radicais, invasores de propriedades, marginais, sem escrúpulos, estas coisas que se vê na mídia. Confesso que em certos pontos mudei o meu modo de pensar, porém em alguns conceitos ainda permaneço com algumas dúvidas. (…) É impressionante o modo comunitário em que eles vivem. Tudo é repartido igualmente, tanto os afazeres quanto os lucros. É um sistema muito difícil de ser visto em outro lugar, talvez só funcione porque são poucas as pessoas que vivem naquele assentamento, 13 famílias. Provavelmente com maior número de pessoas não funcionasse tão bem. Cada um tem as suas atribuições e responsabilidades e parece que não há conflito ou, se há, eles têm uma maneira muito discreta pra resolver.

Carlos André Franco, 57 anos, militar da reserva da Força Aérea Brasileira

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