• Postado por Tiago

A comerciante Sandra Henkel, 40 anos, passa calor dentro do supermercado Big, do centro de Balneário Camboriú. Ela tem uma loja no térreo do mercadão, mas o seu comércio não recebe nem uma brisa do ar-condicionado. Pra ela, o aparelho é desligado durante as manhãs pra economia de energia.

A sala alugada por Sandra não tem janela e nenhuma ventilação. A única brisa que recebe vem do ar-condicionado central do Big, que fica no piso superior. De uns tempos pra cá, diz, tem suado um bocado dentro, já que a brisa de ar gelado não chega mais na sua lojinha. Com isso, reclama, tá até perdendo clientela. “Na segunda-feira três clientes meus passaram mal dentro da minha loja”, contou. Teve ainda freguês que não guentou ficar dentro do comércio e carcou sem comprar nada.

Pra comerciante, o calorão só tem acontecido por que os gerentes do Big querem economizar com energia. “Dizem que gastam R$ 21 mil de luz aqui em baixo, mas a gente não tem culpa”, lascou.

Sandra alugou a sala há três meses e, pelo contrato, deveria ter direito a gozar do refresco do ar-condicionado. Diz ainda que seu vizinho de sala, dono de uma farmácia, até tirou dindim do próprio bolso e instalou um ar central na porta do estabelecimento. “Eu não tenho condições de pagar por isso. Já pago o aluguel da sala que é caro e deveria ter o ar incluso”, reclama.

O DIARINHO não conseguiu contato com o gerente de plantão do supermercado.

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