• Postado por Tiago

Geladeira gigante pegou fogo no dia 13 de novembro

Falta ainda retirar do interior da Iceport quatro mil toneladas de carne de frango, de porco e de boi que foram torradas no incêndio que destruiu parcialmente a geladeira gigante que fica no porto de Navegantes (Portonave). O acidente aconteceu no dia 13 de novembro e detonou ao todo 14 mil toneladas de mercadorias. Apenas 1,5 mil toneladas, que estavam numa pré-câmara, conseguiram ser salvas.

Osmari de Castilho Ribas, diretor superintendente administrativo do Portonave, disse ontem ao DIARINHO que foram contratadas 250 pessoas para fazer a remoção das mercadorias. ?A retirada desse material é bastante lenta porque demanda cuidado e é trabalhosa?, afirmou. O cuidado a que o abobrão do porto dengo-dengo se refere é em relação ao tombamento dos palletes, estruturas de madeira onde são empilhadas as caixas de congelados. O trampo, diz Castilho, tá rolando 24 horas por dia e ainda não há previsão de conclusão.

As mercadorias, mesmo sem condições para o consumo humano, estão sendo mantidas sob refrigeração, garante a direção da geladeira gigante. Técnicos do ministério da Agricultura e da agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acompanham os serviços de remoção.

A maior parte dos congelados pertencia às grandonas Seára e Perdigão. O destino da mercadoria torrada são fábricas de adubo e de ração animal. O que as fábricas não assimilarem como matéria prima, vai pra aterros sanitários industriais.

Até que todas caixas de congelados possam ser retirados e os técnicos possam começar a projetar a reforma, não há como prever os prejuízos materiais provocados pelo incêndio, diz a direção do Portonave. O laudo do incêndio oficialmente ainda não foi divulgado pelo instituo Geral de Perícias (IGP).

Continua bombando

Se de um lado do porto dengo-dengo tá a lida pra retirar a carne torrada do Iceport, do outro, no pátio de cargas, a movimentação de congelados continua bombando. Ontem, a direção do Portonave divulgou o balanço da movimentação de novembro, que revelou um crescimento de 170% na carga de descarga de contêineres reeferes, em relação ao mesmo mês do ano passado. ?Os contêineres reeferes representam cerca de 50% da movimentação do Portonave?, diz Osmari de Castilho Ribas, diretor superintendente do porto.

Ao todo, em novembro o Portonave movimentou 27 mil 992 contêineres.

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