• Postado por Tiago

“A inexistente, e se existe, desinteressada, fiscalização da prefeitura municipal de Itajaí, no assunto já cansativo do loteamento indiscriminado da faixa de areia na praia Brava por parte de proprietários de bares e afins, chega às raias do ridículo.

Residindo ali há 11 anos, jamais vi um fiscal da prefeitura.

Nem com a presença de repórteres do jornal de Santa Catarina que fizeram as vezes de fiscais, o palácio acorda.

Todo santo dia, por volta das 7h da manhã, inicia-se o fincamento dos guarda-sóis, com mesas e cadeiras em números absurdos e às vezes nem compatíveis com o tamanho do boteco.

Posteriormente ao incidente do Santidade, eu, no domingo, dia 17, às 11h, constatei a presença de dezenas de mesas, cadeiras, etc.. Todas de bares e vazias na faixa de areia, entre a avenida Carlos Drumond de Andrade e o canto sul da praia.

Esta estúpida tolerância por parte dos órgãos públicos, aliada à ideia também estúpida de que “vamos fechar os olhos pois os coitados dos proprietários só faturam nos meses de verão”, é no mínimo típica de gente provinciana.

O ônus da opção comercial dos proprietários compete somente a eles e não aos moradores do local e turistas que chegam à praia por volta das 9h e, dependendo da maré, não encontram espaço para se estabelecerem.

Entretanto, lembrando que levaram 30 anos para despejarem bares e afins da faixa de areia, do tipo Kiwi, Galera´s etc., só nos resta ter calma nos próximos 29 anos. Quem sabe neste período até os galináceos, quero dizer, os cachorros também sejam despejados da faixa de areia, tanto os de quatro patas como os de duas.

Em tempo: onde foram parar os sanitários móveis tão frequentes na praia na administração anterior?

Espero que na revoada dos secretários no fim deste mês, o da Saúde esteja entre os que levarão cartão vermelho. A menos que ele, além de recitar a Lei Estadual nº 6320/83 (esta com prevalência sobre qualquer outra municipal) e seus decretos pertinentes, a ponha urgentemente em prática.

Saúde pública é considerada item essencial. Devem trabalhar inclusive nos fins de semana.

Existe um documentozinho chamado alvará para funcionamento que, apesar de contribuir para a receita municipal, deveria ser liberado com mais critério não só sob o ponto de vista de saúde pública mas, se for o caso, no atendimento integral de eventuais termos de ajustes de conduta. Com a palavra os senhores diretores da vigilância sanitária e secretário de Saúde.”

Ass: Alencar Ziesemer, morador

da Praia Brava

(Transcrito ipsis litteris)

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