• Postado por Tiago

A leitora Maria do Carmo de Oliveira Ribeiro, 43, tem um filho de oito anos com deficiência mental. O menino está no segundo ano das séries iniciais da escola formal e frequenta a Apae duas vezes por semana. O garoto, afirma, tem uma vida praticamente normal. “Ele não tá na cadeira de rodas nem faz cocô nas calças”, faz questão de dizer.

O problema é que, com o final do ano letivo, dona Maria do Carmo não tem onde deixar o filhote. “Sou vendedora autônoma. Como vou levar ele comigo pra trabalhar?”, desespera-se. Por isso, dona Maria do Carmo quer saber:

“Tem alguma colônia de férias em Itajaí destinada pras crianças especiais?”

Só em Balneário

A boa notícia pra dona Maria do Carmo é que tem uma colônia de férias para crianças com necessidades especiais na região. Ela é tocada pela Apae de Balneário Camboriú. A notícia ruim é que, além de não ser pro verão inteiro, tem que desembolsar uma grana. São duas turmas, uma que começa no dia 4 e termina no dia 9 de janeiro e outra que começa dia 11 e vai até 16 de janeiro. O preço é salgado: R$ 450 se a criança ficar somente durante o dia e R$ 600 se dormir no local.

Pra quem pode pagar, o dinheiro é bem aplicado. Além de profissionais preparados pra cuidar da molecada, a colônia de férias oferece perambulada pelo parque Unipraias, visita ao parque Beto Carreiro, passeio em parques aquáticos da região e almoços e jantares em lugares chiques, como o restaurante O Pharol e a escola da pizzaria Sapore Especiale. Até uma balada no Metrô Piano’s Bar tá prevista.

A Apae de Itajaí, a secretaria de Educação peixeira e a Hummanity, que é uma Ong que trabalha com a criançada especial, não têm nenhuma colônia de férias prevista para este verão.

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