• 10 ago 2009
  • Postado por Tiago

Sem reação

Os caras-pintadas viraram caras-pálidas. José Sarney acha que o Senado é a continuidade de sua casa. A primeira dama da República diz que a função do presidente é ajudar os pobres e começou pelo filho, hoje fazendeiro.

O escândalo de Sarney

Espalha-se pelo mundo, enquanto o presidente brasileiro se esforça para protegê-los. Decide permanecer no cargo, seguindo os passos do ex-presidente do Senado, Renan Calheiros, durou mais tempo no posto antes de renunciar por causa de escândalos.

Sarney disse que não sabe de nada

Que não sabia dos atos secretos, negou ser culpado pelo inchaço do Senado e só admitiu a contratação de uma sobrinha. Afirmou ser vítima de uma campanha da imprensa e descartou a renúncia: “Não tenho senão que resistir, foi à alternativa que me deram”.

Tem que haver mudanças

Acabar com o Senado não seria a solução de todos os problemas, mas sim, diminuir o número de representantes por Estado. Seria interessante a limitação dos mandatos consecutivos para o Legislativo, assim como é feito no Executivo. Com isso teria uma renovação mais constante das casas legislativas, com oxigênio novo e novas idéias. E os políticos não se sentiriam tanto donos do cargo e veriam que eles estão parlamentares, e não são parlamentares.

Os imbecis do Brasil

Deveria ser desnecessário dizer que rotular de imbecis os críticos do programa Bolsa Família, como vociferou o presidente Lula na semana passada, se trata de uma forma imprópria e chula para abordar o tema. Se os críticos do Bolsa Família são ignorantes e imbecis, o que seriam os opositores do Plano Real?

É de se perguntar

Qual seria a forma de tratamento adequada para os mensaleiros, ou para os políticos que praticam o caixa-dois, ou mesmo para os aloprados o termo já denota um juízo de valor sobre seus atos, ou ainda para os parlamentares que se lixam para a opinião pública, ou para os homens públicos que se refestelam no nepotismo ou na profusão de funcionários recrutados sem concurso. Como se vê, a lista de imbecis do Brasil é abrangente demais.

Reajuste

Um reajuste de 10% no valor dos benefícios do Bolsa Família, apesar de o governo não ter previsto, no orçamento do programa, verba suficiente para o aumento. A previsão é que o reajuste dos benefícios custe aos cofres públicos R$ 1,19 bilhão a mais por ano.

Mais 1,3 milhão de famílias em 2009

Em maio, foram incorporadas 300 mil novas famílias ao programa. O cronograma prevê a incorporação de mais 500 mil famílias em agosto e outras 500 mil em outubro. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome informou que precisará só de mais R$ 155 milhões para incorporar 1,3 milhão de famílias ao Bolsa Família em 2009.

Propaganda

Em 2009, a soma dos contratos do governo (administração direta e indireta) com agências de publicidade é de R$ 1.374.359.194,90. E a lista não menciona contratos de publicidade de oito ministérios e muitos órgãos. Pelo menos três deles – Ministério das Cidades (R$ 120 milhões), Ministério da Previdência Social (R$ 26 milhões) e Secretaria Especial da Pesca (R$ 21 milhões)- têm contratos firmados.

Os aditivos

Só o Ministério da Agricultura aditou R$ 10,3 milhões em 2009. Se computarmos os generosos patrocínios culturais e esportivos, que são R$ 867,3 milhões em 2009, que, somados ao bolo publicitário, elevam a conta para R$ 2,4 bilhões – duas vezes e meia o em torno de R$ 1 bilhão informados.

Competição

O ministro Franklin Martins diz que 70% da publicidade do governo vêm de empresas estatais que concorrem no mercado, sugerindo que elas têm foco comercial e não atuam para alavancar a ideologia oficial lulo-petista. Falso. Os Correios e a Petrobras não competem com ninguém.

Redução da jornada semanal de trabalho

Para 40 horas. Esse é um assunto muito presente. A crise institucional por que passa o Senado poderá até servir para a aprovação mais rápida do projeto. A crise vai ajudar porque o Senado tem a obrigação de mostrar que está interessado com o interesse dos trabalhadores. O Congresso pode ter uma campanha de moralização para dar uma resposta mais efetiva para a sociedade.

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