• Postado por Tiago

Os ricaços que moram de frente pro mar, em Balneário Camboriú, tão prestes a ganhar um arreguinho no combate à violência. Um projeto encabeçado pelo sindicato dos condomínios na city (Secovi) quer dar um canal de comunicação direta entre os porteiros de prédios e a polícia militar. A ideia é começar por alguns prédios da avenida Atlântica, onde ficam os metros quadrados entre os mais caros da Santa & Bela. As ocorrências serão controladas por barnabés emprestados pela prefa, que vão ser pagos com grana do povão pra manter a segurança dos bons-da-boca.

O mandachuva do Secovi, Antônio José Moreira, garante que a escolha da avenida chiquetosa pra dar início ao projeto levou em conta o número de ocorrências policiais. “É na praia que se vê mais ocorrências como tráfico e atentado ao pudor”, afirma. Os edifícios escolhidos pra testar o esquema tão entre a rua 1500 e a Alvin Bauer, próximo à praça Almirante Tamandaré.

Os porteiros deverão fazer as vezes de informantes. “Não vão ser ajudantes da polícia, mas informar o que tá acontecendo nas redondezas”, diz Antônio. O sistema já foi implantado no Recife (PE) e ele diz que deu certo. “Tem um baixo custo de implantação e de manutenção, e forma uma ótima rede de informantes”, acredita.

Pelos planos, o Secovi entraria com o treinamento dos porteiros e cartilhas explicativas sobre o serviço. Cada condomínio pagaria pelo seu radinho, que vai funcionar numa frequência diferente da usada pela PM pra não causar confusão.

Um funcionário da prefa, que tramparia junto à central 190 da PM, seria o responsável pelo recebimento das informações. O secretário de segurança, Nilson Probst (PMDB), já deu o seu aval. “O Secovi já pediu o apoio do prefeito e nós vamos ajudar. O município tem que fornecer quatro pessoas pra trabalhar na central 24 horas, dividindo o turno, porque a PM não tem efetivo pra cuidar disso”, diz o abobrão.

Questionado se a escolha do local de implantação não tá privilegiando os abonados, a resposta dele é não. “É só a primeira parte de implantação, e ali existe um grande número de prédios. Depois deve se estender por toda a cidade, nos bairros, e entre os taxistas”, comentou.

O mandachuva da comunicação da polícia militar, capitão Ronaldo de Oliveira, diz que a PM tem interesse no projeto. “Ajuda a prevenir a criminalidade. No Copom temos espaço de sobra”, afirma. Ele diz que apesar dos condomínios terem ligação direta com a polícia, as ocorrências só vão ter prioridade de atendimento quando forem mais graves. “Em razão da demanda, trabalhamos com prioridades, como um assalto ou uma tentativa de assassinato”, explicou.

O chefão do Secovi diz que só tá faltando ter um plá com a secretaria de segurança da Santa&Bela pra que o esquema possa funcionar. “Precisamos desse aval pra podermos trabalhar em parceria com a polícia militar”, afirma Antônio.

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