• 26 set 2009
  • Postado por Tiago

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Ferinhas da seleção catarinense de tênis ficam até domingo treinando pesado no Itamirim, em Itajaí

Com o objetivo de formar bons atletas profissionais e melhorar a imagem do tênis brasileiro pelo mundo, Santa Catarina, um dos estados que mais tem tradição na modalidade, investe pesado pra descobrir novos talentos. A terra onde nasceu Gustavo Kuerten, o Guga, maior ídolo do tênis brazuca, tem uma das equipes de base mais fortes do país e são estes jovens que estão desde ontem no Itamirim Clube de Campo, em Itajaí, pro 2º Encontro da Seleção Catarinense Infanto-Juvenil de Tênis. São 30 atletas de 12 a 18 anos, divididos em oito categorias, que ficam nas quadras peixeiras de saibro até domingo à tarde. Além dos tenistinhas, o encontro também promove um intercâmbio entre treinadores da Santa & Bela.

Coordenado por Ricardo Schlachter, técnico em Joinville, o encontro conta com outros sete treinadores, incluindo Marcio Carlsson, ex-jogador do Brasil na Copa Davis. ?O principal é reunir os melhores tenistas de Santa Catarina, os principais beneficiados, e espero passar a experiência que tive no circuito mundial?, diz Carlsson, que dá aula em Floripa e chegou a ser o número 118 do mundo.

Sem caráter competitivo, o evento patrocinado pela Guga Kuerten Participações e Banco do Brasil, e que rolou pela primeira vez no ano em Joinville, já colhe os frutos. ?Começamos há três anos esse trabalho, pra unir jogadores e treinadores e falar a mesma língua. Fomos campeões brasileiros por equipes em 2008 e neste ano só ficamos atrás de São Paulo?, fala Ricardo.

Um dos destaques da equipe é Flávia Bueno, líder do ranking catarinense na categoria até 18 anos, que treina no Itamirim. ?Como tem atletas de vários níveis, um pode ajudar ao outro?, diz a tenista de 17 anos.

Referência catarina

Considerado o clube com melhor estrutura pro tênis no estado, o Itamirim abriu os braços pro evento. ?A federação catarinense faz uma consulta nos clubes e o Itamirim se mostrou receptivo pra contribuir com o tênis catarinense?, diz o coordenador Ricardo.

Futuro do tênis brazuca

Como a chance de voltar ao grupo de elite da Davis acabou pro Brasil, eliminado pelo Equador, a discussão sobre o futuro do tênis brazuca voltou. ?Estamos num processo de amadurecimento. Os atletas têm que deixar de namorar um pouco, sair da internet e ser profissionais?, lasca Carlsson. ?Depois do Guga, 2009 é o melhor momento, com três tenistas entre os 100 melhores. O ideal seria ter seis, oito, aí sim dá pra nascer um novo Guga, que se acontecer vai demorar um pouco?, opina Ricardo.

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