• Postado por Tiago

ABRE-pesquisa-de-precos-materiais-de-construcao---foto-felipe-VT-01

IPI dá uma trégua em mais de 50 itens até 13 de julho

Junte a baixa temporada das reformas com a falta de grana no mercado peixeiro ? reflexo tardio e duradouro da quebra nas atividades portuárias -, e a crise econômica mundial e o resultado é o pior mês de maio para o setor de varejo de material de construção em Itajaí. Nem a redução no imposto sobre produtos industrializados (IPI) sobre mais de 50 itens conseguiu animar o consumidor, que prefere não fazer mais dívidas até a situação econômica se normalizar. ?Não chegamos ainda na inadimplência, mas as vendas caíram cerca de 40% este mês em relação à mesma época no ano passado?, reclamou Carlos Afonso Cunha, gerente de vendas da Antônio Bittencourt.

Para o gerente, era o porto que movimentava o comércio, e com o fim da grana do fundo de garantia que a galera recebeu pra retomar a vida depois da enchente de novembro, as vendas despencaram. ?O FGTS movimentou o comércio até março. O IPI até fez a procura aumentar, mas a procura não se converteu em vendas?, lamentou.

No Aranhão, na Estefano José Vanolli, o berreiro também é grande. ?Abril já foi ruim, agora maio está pior. O povo tá sem dinheiro?, justificou a proprietária Mercedes Mafra de Araújo. Na H. Borba, nos Cordeiros, a situação não é diferente, mas pintou uma luz no fundo do túnel. ?Vendemos como nunca em janeiro e depois caiu bastante. Mas o que está fazendo o cliente voltar não é a redução de IPI e sim o financiamento da CEF com juros baixíssimos?, contou a atendente Rosiléia Machado.

A exceção vai pra loja Cassol, no centro peixeiro, que não registrou queda nas vendas. ?O ferro e a tinta caíram 10% com a queda do imposto, e juntos representam 20% da obra, por isso as vendas voltaram a se equilibrar?, contou o gerente Andrino Gil de Souza. Ele tá mais animado, contudo, é com a venda de chuveiro elétrico, o grande hit da temporada. ?Baixamos cerca de 20%, até mais do que o corte do IPI do governo?, completou.

Juros de 0,38%

Realmente, o governo federal tá fazendo de tudo pra economia não empacar, não só baixando os impostos sobre vários produtos, como oferecendo empréstimos vantajosos para famílias de baixa renda. A nova linha de financiamento da CEF vai beneficiar quem precisa fazer ou reformar a casa e tem renda familiar de até R$ 1900. Dá pra pegar emprestado até R$ 25 mil e pagar em 10 anos com juros de 0,38% ao mês. É possível construir em terreno que não seja seu, desde que o proprietário autorize, e 15% do valor tem que ir pro pagamento da mão-de-obra. Tudo pra promover tanto a venda de material, quanto os empregos da área.

Para se ter uma ideia da prestação, um empréstimo de R$ 10 mil por 20 anos fica em R$ 150,92 por mês. Os documentos necessários pra pegar o empréstimo são RG, CPF, comprovante de renda, carteira de trabalho e comprovante de residência dos últimos três meses. Com relação ao imóvel, é preciso apresentar o carnê do IPTU, a matrícula, a negativa de ônus no cartório e cópia da escritura.

  •  

Deixe uma Resposta