• Postado por Tiago

img_0159Abençoados e com uma bandeira diferente tremulando no estai de popa, os veleiros de Florianópolis partirão ao meio-dia do próximo sábado, 5, para uma competição das mais inusitadas, que não conta ponto para campeonato algum e ainda oferece prêmios, digamos, um tanto estranhos: farinha, cocada, cachaça e pão, além de um presente aos participantes, que os organizadores preferem manter em segredo. Será a 2ª Regata do Divino, evento da tradicional Festa do Divino Espírito Santo, que acontece desde 1754 na comunidade de Santo Antônio de Lisboa.

A Bandeira do Divino é item obrigatório no barco e ninguém parte sem a bênção do padre da Igreja de Nossa Senhora das Necessidades, anunciada pelo sistema de alto-falantes da festa. Os barcos são divididos em apenas duas classes, sem divisões: ou correm na RGS Geral, inclusive os da ORC Internacional e ORC-Club com as medições devidamente adaptadas, ou na Estreante, caso nunca tenham participado de competição.

A largada será em frente à igreja e a raia estará montada entre este ponto, a Ilha de Ratones Pequeno e a Ponta de Sambaqui, com chegada também em frente à igreja. A premiação seguirá até acabarem as cestas repletas de produtos produzidos na açoriana Santo Antônio de Lisboa, ou seja, dependendo do número de participantes, periga todos saírem com o seu Kit do Divino, gentilmente oferecido por Carlos Augusto de Matos, morador de Sambaqui, que estará na raia com o veleiro Feitiço.

A regata é organizada pelos velejadores do Iate Clube de Santa Catarina Veleiros da Ilha (ICSC) em conjunto com a Irmandade do Divino Espírito Santo. Conta com apoios da Flotilha Catarinense de Veleiros de Oceano (FCVO), Associação de Vela de Florianópolis e das marinas Sea Scape, Santo Antônio e Marina Marina.

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