• Postado por Tiago

Logo depois da primeira ligação dos bandidos, Geovane entrou em contato com a polícia. Toda a negociação foi orientada pelos policiais. A família é de classe média e não tinha os R$ 200 mil do resgate. “Eu tava em pânico no primeiro momento. Pensei em resgatar um dinheiro do fundo de investimento que tenho e ainda pedir emprestado para amigos”, recorda Geovane. Como ele tava tendo dificuldade em levantar a grana, os criminosos aceitaram os R$ 57 mil que Geovane tinha em caixa.

A entrega da grana rolou num posto de gasolina às margens da BR-376, na região metropolitana de Curitiba. Geovane e um colega foram até o local indicado pelos bandidos. Lá, ele passou a maleta com o dinheiro pros mequetrefes e pediu para falar com a mulher ao telefone.

Perto das 23h de terça-feira, Benta teve certeza que seria libertada. Ela conversou com o marido e logo depois foi deixada perto do terminal Tietê, em São Paulo. Os sequestradores ainda deram R$ 200 pra ela comprar a passagem de volta pra casa.

Assim que chegou ao terminal, ligou pro marido dinovo. Ele explicou que tinha um policial a esperando na recepção da empresa Catarinense. “Jamais achei que ia acontecer uma coisa dessas, ainda mais aqui em Penha. A gente passa por uma situação assim e valoriza ainda mais a vida”, finaliza.

Na manhã de ontem, por volta das 11h30, Benta e o filho desembarcaram no aeroporto de Navegantes, onde vários parentes e amigos os esperavam. Flores e brinquedos foram as boas-vindas. Igor passou de colo em colo, pra matar as saudades dos parentes, principalmente, dos manos de 18 e 20 anos.

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