• Postado por Tiago

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Campolino e Tereza inauguraram o loteamento de seis casinhas na Murta

O leitor Antônio Carlos Costa, o Cacalo, quer saber onde tão os R$ 10 milhões doados pelo povão ao instituto Ressoar, da Rede Record de Televisão, pra construir casas pros desabrigados. Pra responder à questão, o DIARINHO fuçou com a secretaria de habitação, a COHAB e o próprio instituto, em Sumpaulo. A resposta é a seguinte: construíram só meia dúzia de casas em Itajaí porque a prefa não fez sua parte, que é dar o terreno. Em todo o Estado, não fizeram 50 baias, admitem os representantes do próprio Ressoar.

As seis casas construídas no Ribeirão da Murta, ao custo de R$ 15 mil cada, foram erguidas numa sobra de terreno do loteamento Dona Nina, aquele feito com recursos do governo federal e que tá inacabado. O secretário de habitação da prefa de Itajaí, Wagner de Souza, disse que tá difícil encontrar área em Itajaí, já que o local onde foram construídas as primeiras casas teve um metro de água. ?Os terrenos em Itajaí estão muito valorizados. Só na zona rural existem terrenos, mas ainda estamos aguardando recursos do governo do estado?, declarou.

Hoje vai ser assinado um convênio entre a prefa e o governo do estado pro repasse de R$ 350 mil destinados à compra do terreno. Não era o que se esperava, já que a city ficou de fora dos R$ 15 milhões dados pelo governador Luiz Henrique pros municípios em estado de calamidade pública. ?Em Itajaí, só teve enchente, não foi como nos municípios onde houve deslizamento e as pessoas perderam os terrenos?, justificou a presidente da COHAB, Maria Darci Mota Beck.

Casa própria pela primeira vez na vida

É a primeira vez que Campolino Barbosa, 74 anos, mora numa casa registrada em seu nome. Ele e a companheira Tereza Samborsky, 61, foram um dos poucos a receber a casinha de 30 m² do Instituto Ressoar, antes do final de 2008. Eles vinham fragilizados depois de penar um mês abrigados na escola João Duarte, no São João, já que a casa onde moravam ficou embaixo d?água. ?Nós vivíamos numa invasão no Promorar, e não quisemos voltar porque a casa tava caindo. Aqui ficou melhor?, conta Campolino. Foram beneficiados, inicialmente, idosos, mães chefe de família e com filho deficiente.

Além da casa nova, eles ganharam tevê, sofá, móveis de quarto e cozinha. Todas esses bagulhos foram repassados pelo pelo Reassoar, que recebeu doações de empresários. Os próximos beneficiados só vão ganhar o teto. A promessa é que as novas casas serão melhores. ?As primeiras casas foram erguidas de forma emergencial, mas mudamos o fornecedor?, garantiu o presidente do instituto, Ricardo Verginelli.

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