• Postado por Tiago

Até o vice-prefeito simeteu no rolo

Um trampo da galera da fiscalização da prefeitura de Balneário Camboriú acabou em barraco ontem de manhã. Os fiscais recolheram cadeiras de praias e guarda-sóis que ficavam escondidos numa espécie de porão das barracas que vendem churros e milho verde, o que é ilegal. Já os donos dos pontos, revoltados, trataram de botar a boca no mundo e bateram de frente com os barnabés que se reuniram na praça Almirante Tamandaré, durante uma solenidade da prefa.

O trampo rolou assim que amanheceu. Os fiscais passaram nos 168 pontos de milho e churros que estão autorizados a alugar os objetos de praia e deram um bizu geral. Como o limite permitido é de 50 cadeiras e 25 guarda-sóis, os barnabés da prefa trataram de recolher os trecos a mais em algumas barracas. Pegaram até as cadeiras e guarda-sóis que ficavam guardados numa espécie de depósito, que é construído embaixo dos pontos, rente à areia.

A ação deixou muitos trabalhadores fulos da vida e eles foram tirar satisfação. Deram um pulo na praça Almirante Tamandaré, onde alguns barnabés se reuniram pra uma solenidade da prefa. Discutiram com secretários, diretores e até com o vice-prefeito Cláudio Dalvesco, que até tentou acalmar a situação.

Uma mulé, que não quis se identificar, admite que tinha 80 cadeiras e guarda-sóis, mas alega que os trecos estavam guardadinhos e não poderiam ser recolhidos. ?Há seis anos que trabalho assim e nunca tive nenhum problema. Sei que não posso deixar tudo à vista, mas eles estavam guardados?, lascou.

Já outro dono de ponto de milho, que aluga as cadeirinhas e tapadores de sol, explica que guarda os objetos pra não ter prejuízo, já que a bandidagem ataca no meio da madruga, arrebenta os cadeados e leva embora os trecos. Ele ficou chateado com a ação e pretende buscar na prefa autorização pra guardar seu material embaixo da barraca. ?Vou falar com eles e arrumar um lugar pra guardar?, disse.

O diretor de fiscalização da secretaria da fazenda, Gilberto Hostins, explica que o porão é ilegal. Conta que, mesmo que as cadeiras e guarda-sóis estejam guardados, não é permitido exceder o número de objetos liberados no alvará. ?Mesmo guardado, não pode exceder. Tem que ser o número certo e tem que ficar empilhado ao lado das barracas?, explica.

O bagrão afirma que desta vez notificou apenas cerca de 10 barracas irregulares e o pessoal terá que pagar 150 pilas pra reaver as cadeiras e guarda-sóis recolhidos. Mas se eles voltarem a fazer besteira, poderão levar uma multa de R$ 1,5 mil no lombo, ter o alvará recolhido e ser impedidos de continuar no trampo.

Gilberto garante que a fiscalização foi motivada por denúncias. Ele conta que tinha folgado que ocupava o espaço do povão e da turistada. ?O pessoal está abusando, botando guarda-sol e montando barraca na areia?, reclama.

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