• Postado por Tiago

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Confusão rolou em conversê com sindicato dos barnabés

Terminou em arranca-rabo a reunião entre o sindicato dos barnabés da Maravilha do Atlântico, os vereadores da oposição e o secretário de Segurança Nilson Probst (PMDB), que rolou ontem à tarde na casa do povo. O plá foi um pedincho do sindicato, que não concorda com os custos da guarda municipal que foram apresentados pela prefa. Mas o conversê descambou pra uma troca de farpas tão grande, que terminou com um bicudo de cada lado e nenhuma solução.

A confusão começou porque a turminha da oposição não gostou de acusações feitas horas antes durante uma entrevista de Nilson a uma rádio da city. ?Os apresentadores disseram que a oposição tá usando o sindicato pra não votar a guarda e cobraram uma posição . Não fui eu que falei?, lascou o secretário.

Os vereadores tucanos Dão Koeddermann (PSDB), Fabrício de Oliveira (PSDB) e João Miguel Tatá (PSDB), acompanhados dos coleguinhas José Hannibal (PP) e Orlando Angioletti (DEM), não gostaram nadinha do comentário e questionaram o abobrão a respeito. Injuriado, Nilson teria dito, aos berros, que tá cheio de boa vontade e os vereadores não tão nem aí pro projeto da guarda. Foi quando começou o quiprocó.

O pessoal da oposição acusou o secretário de estar mancomunado com a rádio pra falar mal deles e o abobrão lascou que é a oposição que mantém contatos na mídia pra lascar o pau no governo. ?Quando falam contra o governo, tá tudo certo. Quando cobram uma atitude deles, não aceitam?, carcou Nilson.

Foi uma gritaria e um tal de aponta o dedo de um lado, aponta de outro, que a barnabezada da câmara se acotovelou pra ver bem de pertinho o que tava rolando. A contadora da prefa, Liliane Novaes, que participava da reunião, saiu da sala chorando, assustada. ?Não aceito que me coloquem o dedo e não vou aceitar?, soltou o secretário. Ele acha que a oposição tá de palhaçada pra cima dele. ?Tô cansado de vir à câmara e eles só tão enrolando. Continuo à disposição, mas não vou aceitar que levante o dedo e nem a voz pra mim?, disse.

O plá acabou com gente bufando de um lado e de outro, e tem tudo pra melar de vez as tentativas do prefeito Edson Periquito (PMDB) de mandar o projeto da guarda pra votação de uma vez por todas. ?Dividindo em turnos, vão ser 15 guardas por dia. Não me venham dizer que esses 15 vão dar conta de acabar com a violência em Balneário Camboriú e nem que tão acontecendo assaltos pela cidade porque os vereadores não votam a criação da guarda. Isso não vamos admitir?, carcou Dão, que é líder da turma do contra.

Chupando o dedo

O arranca-rabo sobrou pro sindicato dos barnabés, que não tinha nada a ver com a rinha de galos e acabou a reunião sem nenhum posicionamento. A barnabezada resolveu entrar na discussão da guarda porque acredita que o impacto financeiro que os guardinhas terão pro município vai ser muito maior do que a prefa tá anunciando. ?Não consideraram algumas despesas e isso preocupa, porque pode comprometer a criação do nosso plano de cargos e salários e futuros reajustes salariais?, diz o mandachuva do sindicato, Gilberto Dalla Nora.

O pessoal estranhou o anúncio de que a prefa tem grana de sobra pra arcar com os custos dos novos guardas, já que as negociações pra aumentar o faz-me-rir, neste ano, foram pautadas na falta de dindim nos cofrinhos públicos. ?Nos disseram que não têm dinheiro e tão no limite da responsabilidade fiscal. Como é que isso fica com a criação de mais cargos??, questiona Gilberto.

Pro sindicato, o custo de alguns novos barnabés não foi colocado na ponta do lápis antes do projeto ser encaminhado pra votação. ?Tem que detalhar o real tamanho da estrutura administrativa?, diz. Também tá sendo questionada a criação de cargos como o de chefe dos salva-vidas, já que a prefa nem salva-vidas não tem.

Os barnabés acham ainda que alguns cargos de confiança poderiam ser ocupados pela galera que passou no concurso da prefa, no ano passado, e tá esperando ser chamada. ?Colocaram um diretor de psicologia como cargo de confiança. Pode muito bem ser ocupado pelos psicólogos do concurso, que sai mais barato?, diz o representante do sindicato.

Pra completar, a barbabezada também quer saber o que vai rolar com os guardas patrimoniais que já são concursados pela prefa. ?Tá previsto adicional de 40% de periculosidade pros novos guardas. Nossos vigias não tão armados, mas fazem a mesma função, e nunca foram reconhecidos como atividade de risco?, lasca Gilberto.

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