• Postado por Tiago

Foi só ontem à tarde, após correr de pires na mão atrás de patrocínio, que o prefeito Dário Berger (PMDB) conseguiu confirmar que Floripa terá 16 minutos de queima de fogos na passagem de ano. A festança será bancada pela RIC/Record, que conseguiu desbancar a festa que era promovida há muitos anos pela RBS. “Encontrei na RIC/Record o parceiro que vai operar as festividades da virada. Temos de antemão parceiros que também mostraram interesse em contribuir para este evento como a Koerich Construções, o supermercado Imperatriz, a Casas da Água e a Engevix”, diz o prefeito.

Ainda ontem à noite foi iniciado o trabalho de montagem das balsas na avenida Beira-mar Norte. O prefeito garante que a queima será muito parecida com a do ano passado e que 19 bandas irão fazer os shows a partir das 16h do dia 31, no local onde tá instalada a árvore de Natal. “A grande atração da festa são os fogos, é o congraçamento, são as pessoas que vão à beira-mar para se abraçar, para jogar uma flor na água para fazer o seu pedido. Então pensar num show grande para este momento pode não ser o ideal”, comenta Dário.

De acordo com Marcelo Petrelli, o todo poderoso da RIC, a prefa não vai tirar um vintém do bolso pra bancar a festa. “A realização e todos os investimentos relativos à festa da virada, no montante de R$ 670 mil serão bancados por nós e parceiros que possam vir a colaborar com a festa. Gostaria de frisar que não há restrições a parceiros. Outros veículos também podem se unir a nós. Não é uma cobertura exclusiva. Espero que todas as outras empresas também façam a cobertura”, explica.

Na RBS ninguém quis falar sobre o assunto.

Às escuras

Se o réveillon foi resolvido, o caso da árvore de R$ 3,7 milhões e o show de Andrea Boccelli ainda seguem rendendo pano pra manga. Dário diz que falta pagar parte do cachê pro tenor italiano, que deve fazer seu show em março, no aniversário da cidade. Sobre a árvore, o procurador geral do município, Jaime de Souza, garante que ela ficará apagada. Ele adianta que a bichona só não será desmontada agora porque seriam necessárias duas semanas pra executar o trampo.

Jaime de Souza conta que a prefa não vai mais passar grana pra empresa Palcosul, que montou a árvore. “Enquanto o Tribunal de Justiça não se manifestar sobre o mérito do contrato não repassaremos recursos até mesmo porque a empresa, em razão das liminares, simplesmente deixou de cumprir o contrato. A prefeitura não repassou o dinheiro por força de liminar. Juridicamente eles tinham que ter mantido a árvore. Toda empresa que contrata com o poder público tem que estar ciente de que um eventual mandado de segurança pode suspender temporariamente o pagamento ou alguma ação do poder público. Ao apagar a árvore ela perdeu o direito de reivindicar à prefeitura eventual dano e despesa porque na cumpriu o contrato”, conclui Jaime.

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