• Postado por Tiago

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Andarilhos dormem entre os passageiros no Rita Maria

O passageiro que chega a Floripa e desembarca no terminal rodoviário Rita Maria deve achar que foi parar no lugar errado. Além de sujo, sem segurança, sem carrinhos pra carregar bagagens, banheiros com portas estropiadas e sem água nos bebedouros, o espaço virou abrigo de moradores de rua. Alguns dormem dentro da rodoviária. Outros usam o gramado do lado de fora pra puxar aquele ronco.

?Não é difícil encontrar os moradores de rua bêbados e fazendo suas necessidades aí no meio do gramado. Eles até que não incomodam, mas é horrível para quem chega à cidade ser recepcionado por isso. Todo mundo repara. Não há um cliente que não se decepcione?, diz um taxista.

O taxista, que não quis se identificar, confirma que alguns moradores de rua usam drogas e que a falta de policiamento no local contribui pra que eles pratiquem pequenos furtos. ?Eles esmolam, incomodam os passageiros. Quando não conseguem dinheiro e observam um passageiro de bobeira, podem até pegar uma sacola?, diz.

Os ?moradores da rodoviária? são avessos a conversas. Mas não se intimidam em dormir nos bancos que deveriam ser ocupados por passageiros. ?Eles também usam os banheiros para tomar banho e guardar os pertences. Tem um que tem até cachorro e ele percorre toda a rodoviária com o cão. Tomaram conta do lugar?, comenta o taxista.

Durante a temporada de verão, pelo menos 10 mil pessoas circulam no Rita Maria todos os dias. Construído na década de 80, o terminal nunca teve uma reforma decente.

De acordo com Ademir Machado, diretor de transportes do departamento de Transportes Terrestres (Deter), responsável por administrar a bodega, não há previsão pra uma grande garibada no Rita Maria. Ele lembra que até a metade do ano um novo processo de licitação deve resolver a questão da ocupação do restante dos espaços vagos pra lojas e restaurantes. Atualmente, uma tapeada nos banheiros e adequação do espaço pra portadores de necessidades especiais tão saindo do papel.

Ele afirma que o pessoal que faz o serviço de assistência a moradores de rua da prefa da capital retira os mendigos, mas em pouco tempo eles começam a aparecer de novo. Sobre policiamento, diz que está tudo certo. A polícia Militar está sempre ali e há ainda um posto avançado da polícia Civil. A reportagem do DIARINHO ficou quase duas horas no Rita Maria e observou somente um PM fazendo ronda por lá.

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