• Postado por Tiago

Família do traficante, que fazia a correria do lado de fora, foi presa em Itajaí e Navegantes

Uma operação policial deu uma rasteira no tráfico de drogas. Após 60 dias de investigação, os tiras descobriram que João Rondinelli da Silva Porto Staroski, o famoso Roni da Polaca, tava comandando o tráfico de drogas de dentro do cadeião peixeiro. Os parentes do cara, que davam suporte pras vendas do lado de fora, foram em cana na manhã de ontem em Itajaí e Navegantes. Outro traficante que ajudava o traste já tinha dançado há duas semanas em Camboriú.

Roni tá preso desde 2007 no cadeião peixeiro, mas isso nunca foi empecilho para ele exercer a sua atividade profissional: o tráfico. Mesmo trancafiado, o traste tinha acesso a celulares, que entravam de forma clandestina na jaula, e comandava as vendas da porcaria do lado de fora do xilindró.

Os tiras da Central de Operações Policiais (COP) descobriram o esquema quando iniciaram uma investigação a Jéferson Cruz Resende, cunhado de Roni, preso em 28 de agosto, no bairro Monte Alegre, em Cambu. Os grampos telefônicos mostravam que o trafica preso repassava orientações das negociações do tráfico aos cunhados Jéferson e Airton Alves de Jesus, 41 anos, o Ico. Roni também passava ordens pra sua esposa, Marcela Vargas, 27, e pra sua irmã Maricéia de Vargas, 28, casada com Ico.

Os cunhados de Roni eram os cofres da quadrilha. Eram eles que guardavam o dindim. Sua esposa administrava os negócios e fazia as cobranças. A mulher de Ico ficava responsável por atender os clientes, quando o marido tava fora. Diante da descoberta do esquema, o delegado Rui Garcia dos Santos pediu a prisão de todos do bando. Inclusive de Roni, que responderá por mais essa bronca.

As prisões

Roni e Jéferson, que já tavam presos, canetearam a nova prisão dentro do cadeião. Os outros parentes foram presos na manhã de ontem numa operação montada pra prender a cacalhada. A primeira a cair foi a mulher de Roni. Marcela foi presa na baia 144 da rua Airton Teixeira de Melo, na Murta, em Cordeiros. Em seguida, os policiais foram até a rua Eugênio Narcísio, no bairro Gravatá, em Navegantes, onde guentaram o casal Maricéia e Ico. O trio passou pela Cop, onde deu depoimento e depois seguiu pro cadeião peixeiro.

Roni da Polaca

Roni ficou conhecido no mundo do tráfico pelo nome de sua mãe. Polaca era quem comandava o tráfico de drogas no Brejo nos anos 90. A velhona largou o ofício e passou o bastão pro filho, que assumiu a bronca e mandou ver desde o ano de 1999. Além de traficar, o traste também assaltava e aterrorizou a city no início dos anos 2000 até acabar enjaulado.

As funções

João Rondinelli da Silva Porto Staroski, o Roni

O cabeça da quadrilha, que já tava preso há um tempão por tráfico de drogas. Mantinha contato diário com os outros integrantes usando um celular. Falava sempre do tipo de droga, quantidade, qualidade e onde seria entregue. Controlava as cobranças através da esposa Marcela.

Airton Alves de Jesus, o Ico

Buscava, guardava e distribuía drogas a mando de Roni, a quem deve dinheiro do tráfico. É casado com Maricéia, que atende a clientela quando ele não tá em casa. Ico chegava a buscar drogas em Blumenau e Indaial, pra revender na região.

Maricéia de Vargas

Esposa de Ico e cunhada de Roni. Ajudava no fornecimento quando o marido tava ausente. Dava estrutura para que os negócios funcionassem bem.

Marcela de Vargas

Esposa de Roni e peça fundamental na quadrilha. Ela fazia o caixa das compras e vendas de drogas. Mantinha contato diário com Roni para falar da movimentação e quantidade.

Jéferson Cruz Resende

Foi preso no dia 28 de agosto em Cambu com um quilo de marofa, uma balança de precisão e dindim. Fez uma entrega minutos antes de dois quilos da mesma droga em Itajaí, a mando de Roni.

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