• Postado por Tiago

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Folder parece ter sido feito em casa

Quem viu o material de divulgação do 4º Salão de Novos, que vai rolar em novembro, ficou de cara com a precariedade do papéli que serve pra estimular a criação artística peixeira. Tanto o folder quanto o cartaz trazem a imagem de um bebê sorrindo, male male recortada sobre um fundo colorido, numa alusão aos ?novos talentos? que pretende revelar. Teve artista que pensou que seria algo cabeça, conceitual, mas a diretora de artes da fundação cultural, Ane Fernandes, confessou que não teve dindim pra contratar uma agência de publicidade.

?Tínhamos inscrito o salão de novos no fundo de cultura do governo de estado, que aprovou inicialmente, mas depois de uma segunda análise, não liberou os recursos, por isso o material de divulgação acabou sendo feito por um funcionário da fundação que trabalha na comunicação?, revelou. Ane disse que o salão de novos custa mais de R$ 100 mil, mas o ?não? que levaram do governo do estado alterou os planos.

?Já é uma vitória sair o salão porque ficamos sem recursos pra cumprir a dotação orçamentária aprovada no ano passado. Como muitos artistas mandaram e-mail pra nós perguntando sobre o salão, assim como fizeram com relação ao festival de música, decidimos fazer?, justificou. A premiação aos artistas também ficou prejudicada. Este ano, os três primeiros colocados vão levar mil reales cada. ?Fizemos questão de manter o prêmio, pois é um incentivo aos artistas que estão começando?, acredita.

Os interessados em participar do salão de novos devem ter trabalhos inéditos nas áreas de desenho, pintura, escultura, gravura, instalação e videoarte. Cada artista pode inscrever até três obras. O prazo das inscrições, que rola na fundação cultural, termina em 30 de outubro e a seleção dos trabalhos será nos dias cinco e seis de novembro. O salão vai abrir dia 17 de novembro, na galeria da fundação cultural, e fica em cartaz até 18 de janeiro de 2010.

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Uma Resposta to “Salão de novos de Itajaí fica sem dindim”

  1. jsn Diz:

    Que coisa horrível! Precariedade é pouco!

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