• Postado por Tiago

Um evento que iria trazer artesões de 21 países do mundo pro Balneário Camboriú foi cancelado por falta de espaço. Os organizadores do salão Mundial de Artesanato, que rolaria de dezembro a fevereiro, cancelaram o evento depois que descobriram uma lei municipal que impede a construção de galpões pra eventos temporários no centro da city.

Uma lei de 1991, feita pelo executivo em parceria com a câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), delimita as áreas liberadas pras feiras comerciais. No texto da legislação consta que não é permitida a construção de galpões temporários no centro. “É uma lei antiga, dirigida a feiras de varejo, mas não especificaram na lei que poderia realizar outro tipo de evento na cidade”, explicou o organizador do salão, Wilson Pereira Martinez. Ele foi pego de surpresa, na semana passada, quando foi buscar a autorização de espaço na secretaria de Planejamento do município e foi informado do empecilho.

O organizador acredita que a city perderá em contratação de funcionários pra trampar no evento e também na divulgação de Balneário no exterior. Ele conta que artesões de 10 estados brasileiros e 21 países gringos já tinham confirmado presença. Viria gente do Quênia, do Líbano e da Índia pro Balneário. “Isso não existe em lugar nenhum do mundo. É uma vergonha pro nosso município informar a 21 países que o evento foi cancelado”, lascou.

Alguns artistas já tinham trazido os badulaques pra cá e outros tavam com os produtos no porto de Paranaguá, no Paraná. O prejuízo ainda não foi calculado pelo pessoal.

Apesar do gasto, Martinez não pretende acionar a prefa na justa. Acredita que a situação poderá ser revertida. Ele procurou os vereadores da situação, Claudir Maciel (PPS) e Nilson Probst (PMDB), que prometeram dar uma forcinha pra derrubar essa lei e permitir que o evento volte a rolar por aqui. “Essa semana eu e o Claudir vamos conversar sobre o assunto e vamos ver se podemos fazer alguma coisa”, garantiu.

Praga?

A não realização do salão Mundial do Artesanato parece praga de alguns artesões que ficaram de fora do evento. Há 15 dias, artistas da região abriram o berreiro ao DIARINHO por causa do valor cobrado pelo aluguel do espaço no evento. O metro quadrado tava valendo R$ 1100. Quem vive por aqui tinha só 30% de desconto. Com os altos preços, muitos artistas da região desistiram de expor antes mesmo do cancelamento da feira.

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