• Postado por Tiago

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Médicos trampam por três, quatro meses e depois pedem as contas

Após quase dois anos da ampliação e instalação de equipamentos modernos, ainda há 10 leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e dois centros cirúrgicos do Hospital Universitário (HU), na capital, que não tão funcionando. A direção do hospital afirma que os baixos salários podem ser os responsáveis por espantar os profissionais. ?Cumprimos com a maioria das exigências da liminar que força a realização de concurso público, porém, as pessoas trabalham três, quatro meses e vão embora. Há ainda a baixa procura pelo concurso quando é aberta?, conta o diretor da unidade, Carlos Justo. Ele confirma que um médico no HU embolsa R$ 1,6 mil pra trampar quatro horas por dia, valor considerado abaixo do mercado.

A falta de pessoal pra atender no HU gerou uma ação civil pública do ministério público federal (MPF). Na ação foi concedida liminar que determinou a contratação de profissionais dar conta de atender o povão. Porém, apesar do MPF reconhecer que a direção do HU cumpriu com quase todos os requisitos, ninguém consegue fazer com que o povo pegue gosto pelo trampo.

Na próxima semana, o juiz da 2ª vara federal da capital, Hildo Nicolau Perón, vai vistoriar o HU. Ele também tá encucado com essa história de entra e sai de funcionários no HU. O prazo dado pela justiça pra regularizar a situação expirou em abril, porém ainda é necessário contratar pelo menos 190 profissionais da área de saúde. ?Acredito que se houver uma revisão no plano de cargos e salários a situação possa melhorar. Espero que na vistoria consigamos chegar a uma conclusão para resolver esta situação porque a população precisa muito do atendimento?, comenta Justo.

A emergência do HU atende a pelo menos 23 mil pacientes por mês. Nos ambulatórios, outras 15 mil pacientes em média são atendidos mensalmente em diversas especialidades.

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