• Postado por Tiago

Um salva-vidas civil, que trampa nas areias das praias de Balneário Camboriú, pedincha por direitos trabalhistas. O guarda-vidas, que não quis se identificar, não consegue entender por que não tem direito a ganhar plano médico, carteira assinada ou aposentadoria.

O rapaz presta serviço de herói do mar há uns cinco anos na Maravilha do Atlântico Sul. Faz questão de dizer que fez curso pra salvar o povão dentro da água e sempre fez tudo dentro dos conformes. “Fiz o curso e aos poucos fui percebendo que o trabalho que a gente exerce é de muita responsabilidade, mas não recebe o retorno que é de direito”, lascou.

O guarda-vidas civil diz que trampa 12 horas por dia em baixo do sol e que, apesar dos riscos da profissão, não tem nenhum seguro médico. “A gente bem que poderia receber algum apoio de tratamento médico”, sugere.

É voluntário

O major César Assumpção Nunes, comandante do batalhão dos Bombeiros de Balneário Camboriú, diz que os guarda-vidas civis fazem um trabalho voluntário e por isso recebem apenas uma ajuda de custo diária. O contrato é previsto em duas leis estaduais que regulamentam o serviço. “Não é um emprego. Não é uma vinculação. É uma adesão ao serviço voluntário”, explica.

Como benefício o guarda-vidas ganha ainda um seguro do Estado que assegura os cuidados ao herói do mar durante o período que ele presta o serviço. “Se ele quiser ser bombeiro e ter todos os direitos, ele vai fazer concurso público e vai entrar pro quadro dos bombeiros”, sugere o oficial.

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