• Postado por Tiago

Houve um tempo em que Itajaí ia muito além dos seus atuais domínios. Até os anos 60, Penha, Piçarras e Navegantes eram bairros da cidade peixeira, além de Camboriú, que se desmembrou de Itajaí no século 19, e desmembrou-se, novamente, nos anos 60. O movimento emancipatório proporcionou às localidades acelerarem o desenvolvimento, criando um forte sentimento de identidade cultural.

Navegantes, que por muito tempo foi chamada de “o outro lado da vala”, como era conhecido o rio Itajaí-açu, mostra hoje que tem vida própria, impulsionada pela abertura do primeiro porto privado do país, atraindo novos moradores e turistas, que passam toda a temporada, principalmente no canto extremo esquerdo da praia de 12 km, batizada de Gravatá, por causa do rio de mesmo nome, na linha divisória com Penha. É por lá que o agito toma conta na virada do ano e também nos fins de semana.

Na praia Central, a galera local se reúne no fim de tarde pra bater aquela bola gostosa no campinho de areia ou levar as crianças ao parquinho, tendo como cenário a bela praia de mar aberto, própria pro surfe, e os navios que entram na boca da barra, entre Itajaí e Navegantes. Também tem o seu molhe, que está em fase de revitalização.

E por ali o Carnaval também mostra sua força na cidade dengo-dengo. Blocos que mais parecem escolas de samba, como o Cara e Coragem, Amizade, Lambarulho e Unidos do Amanhã, fazem um baita espetáculo na avenida da praia, mostrando que não são só as metrópoles que sabem fazer bonito na passarela. Sem falar do Navegay, o bloco de sujos mais concorrido do litoral norte catarina, que junta quase 40 mil foliões na segunda-feira de Carnaval, e este ano ganhou até uma edição de inverno.

A trajetória de Navegantes, muito antes de sua emancipação, sempre foi acompanhada pela sua santa padroeira dos pescadores, Nossa Senhora dos Navegantes, que não só dá nome à igreja matriz, como ao próprio município. A data em sua homenagem – 2 de fevereiro, é celebrada com procissão de barcos, missa, shows populares e barraquinhas que vendem de um tudo. A devoção começou na virada pro século 20, quando a imagem da santa foi trazida do Rio de Janeiro.

A festa, que está na 114ª edição, ganhou importância nos últimos anos, justamente por causa da sacada de que o turismo é uma das molas propulsoras do município. Os festejos começam hoje e vão até o dia 7 de fevereiro, e têm como destaques os shows de Gaúcho da Fronteira e Silvio Brito.

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