• Postado por Tiago

A coordenação do serviço Médico de Atendimento de Urgência (Samu) na região quer que o hospital Santa Inês dê conta do leva-e-traz dos pacientes que precisam de uma tomografia. Há dois meses, o aparelho de Balneário Camboriú quebrou e o transporte é feito pela única UTI móvel da city. Com a chegada dos turistas, o mandachuva do Samu, Douglas Falleiros Ortiz, tá preocupado em acabar deixando o povão na mão. “Se um paciente tá na rua, infartado, baleado, e precisa da UTI móvel, não consegue porque tá sendo disponibilizada pro Santa Inês pra fazer transferência”, diz.

O perrengue começou depois que a cápsula que fica dentro do aparelho de tomografia queimou. O diretor do hospital, dotô Eroni Foresti, diz que o conserto do treco ficaria na casa dos R$ 140 mil e achou melhor pedir que a prefa comprasse um tomógrafo novo. “O nosso é um tomógrafo ultrapassado, que faz o exame em 20, 30 minutos. Os novos fazem em cinco”, justifica.

O pedincho ficou nas mãos do fundo Municipal de Saúde, que ainda tá bolando um papéli pra mandar ao departamento de compras da prefa solicitando o novo tomógrafo. O aparelho vai custar aos cofrinhos públicos meio milhão de reales.

O gestor do fundo, Rafael Schroeder, conta que também vai ter que comprar a cápsula pro equipamento antigo, porque quando rolou a intervenção no hospital, a prefa se comprometeu a entregar tudo do jeitinho que tava. “Depois o aparelho novo vai pro hospital municipal”, disse.

Ele acredita que as licitações serão abertas até o início da semana que vem. Mesmo que tudo corra bem, o prazo pra quer o novo aparelho chegue é de no mínimo 30 dias.

Leva-e-traz

Enquanto os abobrões se enrolam, quem paga o pato é o Samu. O coordenador regional conta que, só na segunda-feira, foram quatro transportes até Itajaí. “Os pacientes que levamos estão em estado grave, são vítimas de traumatismo craniano, por exemplo, que tão entubadas e com respirador. Eles têm que ser levados na UTI móvel”, diz.

O problema é que cada transferência leva de uma hora e meia a duas horas. “Temos uma UTI móvel em Itajaí e outra em Balneário. Se uma delas já estiver empenhada e a outra estiver no transporte, a população fica sem”, comenta Douglas.

Ele diz que será encaminhado um papéli pra direção do Santa Inês, pra que o hospital assuma a responsa pelo transporte. “Se não pode fazer o exame, o hospital deveria arcar com a transferência. Estamos mandando um documento solicitando um prazo pra que o Santa Inês assuma essa responsabilidade”, lasca.

Douglas completa dizendo que o leva-e-traz não é função da UTI móvel. “O Samu é pra pacientes graves e que necessitam de urgência. Fazemos transporte de pacientes de hospitais de baixa pros de alta complexidade, mas levar pra fazer exame não é função nossa”, diz.

O que preocupa Douglas é que, com a chegada dos turistas pra curtirem o verão na Maravilha do Atlântico, a UTI móvel pode fazer falta. “A população chega a 500 mil pessoas nessa época, que ficam totalmente descobertas enquanto tá sendo feito o transporte dos pacientes pra tomografia”, avisa.

O chefão do Santa Inês promete que não vai deixar o povo na mão. “Se o Samu se negar, vamos contratar uma UTI móvel particular. Já dei essa ordem no hospital porque não podemos correr risco de perder uma vida por causa de transporte”, disse. Ele não soube informar qual é ao certo o custo da contratação da ambulância. “Não é barato”, soltou.

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