• Postado por Tiago

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Obra da escola Júlia de Miranda ficou pela metade

A secretaria Regional de Desenvolvimento (SDR) de Itajaí cancelou a licitação pra reforma dos colégios João Goulart, em Balneário Camboriú, e Júlia Miranda, em Navega City. A contratação das empresas pra dar a garibada nos colégios virou uma novela e, com a aparição de uma ação popular na Vara da Fazenda da Floripa, o abobrões da secretaria decidiram cancelar tudo e começar o processo de escolha de novo.

O rolo todo começou no dia 6 de maio, quando o juiz Rodolfo Cezar Ribeiro da Silva concedeu uma liminar à empresa Angra Engenharia Ltda., que pedia a suspensão do processo de licitação, alegando que a SDR não teria divulgado direito a abertura da concorrência. A empresa ESE Construções Ltda., que ganhou a concorrência pra obra de Balneário, e a Construtora LG Ltda., que ia trampar em Navega, não foram contratadas e ficaram esperando uma decisão da justa.

A decisão pra valer saiu no dia 23 de junho. Depois de bizolhar as explicações da SDR, o juiz Rodolfo chegou à conclusão que a ação da empresa Angra não tinha razão de existir, porque o processo de licitação tava acabado e não há como se pedir a suspensão de uma coisa que já terminou.

A SDR decidiu então chamar as empresas pro trampo. A Construtora LG foi a primeira e começou a construir os muros da escola Julia Miranda, em Navega. Enquanto rolava a burocracia pra chamar a empresa da reforma do João Goulart, apareceu a ação popular movida por Marcelo Cecílio, em Floripa. Na ação, surgiu a informação de que a empresa contratada pra reformar o João Goulart tinha feito caca numa obra em Canoinhas e tá proibida de participar de licitações.

Nesse meio tempo, a obra de Navega já tinha começado e teve que ser cancelada. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) entrou na história e deu 30 dias pra que a SDR e o chefe da secretaria na época da licitação, Gilberto Gadotti (PSDB), expliquem tintim por tintim o que aconteceu.

O atual chefe da SDR, Joãozinho Mattos (PMDB), resolveu cancelar de vez a licitação e começar tudo de novo. O problema é que a Construtora LG quer receber pelas duas paredes que construiu no colégio de Navega e entrou na dona justa. A gerente de administração da secretaria, Cleonice Berejuk, confirmou que a SDR tem a orientação de não pagar nada à empresa. ?Eles vão ter que procurar a via judicial pra receber?, lascou.

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