• Postado por Tiago

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Enquanto os políticos não se entendem o povo se ferra

A novela da construção de uma ponte no bairro Vila Real, pra ligar Balneário Camboriú ao Barranco, em Cambu, ainda tá muito longe de terminar. A prefa da Maravilha do Atlântico acusa o estado de enrolar pra repassar a verba prometida. Mas a secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR) garante que a culpa pela demora é do município, que ainda não entregou um cronograma da obra.

A construção foi acertada no ano passado entre o ex-prefeito Rubens Spernau (PSDB) e o ex-chefão da SDR, Gilberto Gadotti (PSDB). Na época, o acordo previa um repasse de R$ 3,2 milhões. Parte da grana viria em 2008, mas como era ano eleitoral, a bolada ficou toda pra 2009.

Pra garantir a verba, a prefa se comprometeu a não usar a dinheirama em nenhuma outra empreitada que não fosse a ponte e a não alterar, nem um tiquinho, o projeto. Foi justo essa cláusula que começou toda a confusão. Assim que assumiu o governo, a turma do prefeito Edson Periquito (PMDB) avisou que faria mudanças no projeto e a grana empacou.

Pra melar tudo de vez, a SDR recebeu um comunicado do governo da Santa & Bela, dizendo que o Estado tá com os cofres mirrados e pedindo que a prefa apresentasse um plano de trabalho. ?Essa informação foi repassada à prefeitura e estamos aguardando a resposta?, disse a chefona do setor de administração, finanças e contabilidade da SDR, Cleonice Wehmuth Monteiro Berejuk.

Ela explicou que a ideia era o município dizer quanto da verba deve ser gasto ainda este ano pra que a grana fosse repassada. ?A obra nem começou ainda, nem licitada está. Então é muito difícil que sejam gastos os R$ 3,2 milhões até o final do ano?, lascou a mulé.

Cleonice disse que a prefa também deve algumas prestações de contas pro governo catarina, o que prejudica o repasse. ?Se o município tiver pendências de prestação de contas ou débitos com o Estado, não recebe o recurso. O sistema não deixa?, contou.

Tá nas mãos do prefeito

O secretário de Planejamento da Maravilha do Atlântico, Claudir Maciel (PPS), diz que foi preciso fazer mudanças porque o projeto da tucanada não previa a construção das vias de acesso e nem dos apoios da ponte. ?Uma ponte não pode ficar solta no ar?, carcou. Com as alterações, a empreitada pulou pra casa dos 10 milhões de reales.

O abobrão diz que ainda não entregou a previsão do trampo à SDR porque primeiro quer saber se vai rolar uma verba maior. ?Estamos num impasse. Não posso licitar a obra sem saber a quantia que vai ser liberada?, diz.

Claudir comentou que já rolou um plá com o secretário de Infraestrutura do Estado, Mauro Mariani (PMDB), pra tentar agilizar a grana, e diz que a situação tá agora nas mãos do prefeito-ave. ?Deixei o caso com o prefeito pra que ele tome uma decisão?, soltou.

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