• Postado por Tiago

Precisou os enjaulados da Colônia Penal de São Pedro de Alcântara e do presídio de Tijucas terem sido notícia no Brasil inteiro, estampados no Fantástico enquanto eram torturados por agentes prisionais, pra secretaria de Justiça da Santa & Bela tomar uma atitude. Os bambambãs resolveram fazer bizolhadas pra apurar de quem é a responsabilidade pela malvadeza e um agente prisional foi retirado do trampo. O procurador-geral do estado, Gersino Gerson Gomes Neto, pediu que o governo afaste imediatamente todos que estiverem envolvidos na tortura.

As cenas em que os presos apanham e são afogados em privadas fedorentas foram gravadas durante uma operação pente-fino do departamento de Agentes Prisionais (Deap) em fevereiro de 2008, em São Pedro de Alcântara. Também pintaram nas telinhas dos brasileiros fotos de engaiolados do cadeião de Tijucas que passaram por uns momentos bem parecidos, numa operação que rolou no mês de março.

Diante das imagens, o secretário de Justiça e Cidadania catarina, Justiniano Pedroso, decidiu abrir o inquérito, que tem 30 dias pra fica pronto. “A abertura desse procedimento foi uma determinação do governador Luiz Henrique (PMDB), pra que possamos obter celeridade na apuração dos fatos”, lascou.

Mas pro juiz corregedor do presídio de Tijucas, dotô Pedro Walicoski Carvalho, que ouviu relatos e fez fotos de presos que tinham marcas de agressão, logo após a operação do Deap, demorou pro governo tomar uma atitude. “As pessoas que tinham o dever de apurar as denúncias até agora não apuraram. Principalmente a secretaria de Justiça, que até pode ter tomado providências, mas a passos de tartaruga”, lascou.

Na época, o magistrado fez questão de enviar cópias de tudo o que viu e ouviu à procuradoria Geral de Justiça da Santa & Bela ao juiz corregedor do sistema carcerário catarina, e à própria secretaria de Justiça. Mas o caso tava sendo cozido em banhomaria até agora. “A gente não pode apontar responsáveis ainda, mas o Estado, o secretário, o governador mesmo, devem avaliar a atuação de seus representantes e tomar posições”, carcou o dotô.

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