• Postado por Tiago

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Spósito: ?Eu teria que fechar os outros postos pra manter as UPAs?

A prefeitura de Balneário Camboriú recusou R$ 2 milhões do governo federal pra construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no município. Além da verba pra pôr o posto de pé, a city ganharia uma mesada de mais R$ 175 mil pra ajudar a manter a estrutura da unidade. O secretário de saúde, José Roberto Spósito, afirma que não aceitou o arrego porque o município não tem grana pra bancar o custeio mensal de uma UPA.

Pela proposta oferecida pela gerência regional de saúde da Santa & Bela, o município receberia um repasse de R$ 2 milhões pra construir e mobiliar uma UPA tipo 2, ou seja, que manteria dois clínicos gerais e dos pediatras 24 horas por dia e sala de sutura, raio-x, laboratório, entre outros atendimentos. Além da bufunfa, ganharia R$ 175 mil pra cobrir o custeio das ações desenvolvidas lá.

No entanto, a gerente regional de saúde, Ana Todt, explica que a prefa titubeou. Pediram pra remodelar o projeto e solicitaram então uma UPA tipo 1, onde é exigido um custeio menor de manutenção. A edificação e maquinários custariam R$ 1,4 milhão e o repasse mensal seria de R$ 100 mil. No dia em que foram bater o martelo pra construção, o município deu pra trás. ?Balneário Camboriú mandou um comunicado que não tinha mais interesse na UPA?, conta Ana.

Com a sobra da vaga, o colegiado da saúde do estado analisa agora pra onde será destinada a UPA. A gerente regional afirma que as citys de Camboriú, Itapema e Navega mostraram interesse pela construção e podem ser contempladas nos próximos dias.

Tá duro

A negativa à oferta teria surgido porque Balneário tá com os bolsos vazios e não teria condições de manter a unidade. A explicação é do secretário José Roberto Spósito. O abobrão conta que tá sendo terminada a obra de uma unidade igualzinha no bairro da Barra, que foi bancada com verba da city, e não tem condições de arcar com outro gasto semelhante. ?Eu teria que fechar os outros postos pra manter as UPAs?, lascou.

Pela avaliação feita pelo secretário, os valores de custeio da UPA simples, a tipo 1, ficariam por volta de R$ 300 mil por mês. Calcula que a estrutura seria semelhante a do pronto-atendimento do bairro São Vicente, em Itajaí.

Além disso, relembra que terá que incrementar o hospital Ruth Cardoso, que permanece fechado, com a construção do pronto-socorro, o que deverá comer mais uma grande parcela da verba municipal. ?Assim que terminarmos as obras, com certeza, faremos uma nova UPA, pra suprir a carência do bairro das Nações, Vila Real e Municípios?, garantiu.

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