• Postado por Tiago

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Edison d?Ávila: ?Não foi colocado o problema na casa do vizinho. Ficou tudo explicado?

O secretário de Inclusão Social de Balneário Camboriú, Luiz Maraschin (PR), acusa a prefa peixeira de recolher os andarilhos que são encontrados pelas ruas de Itajaí e largá-los em Balneário Camboriú. A sacanagem foi flagrada por um morador da city, que anotou a placa da Kombi que fazia o despejo e botou a boca no mundo. A mandachuva do programa de Orientação ao Migrante (Pom) de Itajaí, Léia da Silva, garante que foi tudo um mal entendido.

O flagra rolou no domingo de manhã. Uma pessoa, que não teve o nome divulgado, teria visto uma Kombi deixar dois moradores de rua no centrão do Balneário, e achou que tinha alguma coisa errada. ?Essa pessoa seguiu a Kombi, que não tava caracterizada, até a saída na BR-101. Depois, telefonou pro nosso plantão e passou o número da placa?, conta o diretor do setor de Migração, Paulo Roberto de Souza.

Ontem de manhã, intisicado, o secretário de Inclusão Social resolveu verificar de onde era a tal Kombi, placa MFH-3228, e descobriu que o carro tinha sido alugado de uma firma de Blumenau, pela prefeitura de Itajaí. A Migração de Balneário entrou em contato com o motorista peixeiro pra tentar confirmar a informação, e ele teria aberto o bico. ?O motorista confirmou que deixou mendigos e andarilhos em Balneário Camboriú?, diz Maraschin.

Pra ele, a atitude é uma baita sacanagem. ?É uma falta de respeito com o migrante, e um absurdo a transferência de problema de um município pro outro?, carcou. O secretário entrou em contato com o chefe de gabinete do prefeito Jandir Bellini (PP), Edson Dávila (PP), e dedurou a equipe do programa de Migração peixeiro. ?Pra que ele chame a atenção da equipe pra que isso não venha mais a acontecer?, diz.

Durante a tarde de ontem, o diretor de Migração do Balneário registrou um boletim de ocorrência na delegacia sobre o despejo dos andarilhos. ?Nós já sabíamos que isso vinha acontecendo, ouvimos vários relatos. Mas ainda não tínhamos provas?, diz Paulo.

Ele contou que há duas semanas, as prefas da região tinham assinado um papéli em que se comprometiam a não mandar seus moradores de rua pros vizinhos sem avisar. ?Foi uma quebra de protocolo?, lascou. A secretaria vai avisar o colegiado da Associação dos Municípios da Foz do rio Itajaí (Amfri) e não descarta a possibilidade de pedir uma mãozinha do Ministério Público pra acabar com a bagunça. ?Se precisar, vamos ao MP?, disse o diretor da Migração.

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