• Postado por Tiago

Se depender do secretário de Obras de Itajaí, Tarcízio Zanelato, a prefeitura rompe de vez o contrato com a empresa GHR Importações e Exportações, responsável pela instalação e manutenção dos abrigos para passageiros do transporte coletivo na cidade. Zanelato acusa a empresa de deixar de construir 183 pontos de busão e de não fazer a manutenção dos locais, conforme o previsto no contrato. Pra piorar a situação, a GHR repassou o serviço para outra firma, a Best Point Mídia. A transferência de titulares de contratos firmados com órgãos públicos não é permitida por lei.

O contrato com a GHR foi assinado em agosto de 2006. A empresa teria que construir 380 abrigos e fazer os serviços de manutenção e limpeza dos pontos de ônibus. Como contrapartida, poderia explorar espaços publicitários por 10 anos, sem pagar nada pra prefa.

O problema, acusa o secretário, é que apenas 187 abrigos foram levantados. Além disso, os trampos de manutenção e limpeza dos pontos não estariam sendo feitos. “Vou pedir ao prefeito que revise o contrato com a GHR, responsável pelo trabalho”, disse Zanelato.

A leitora Cléia Ferrigollo, 47 anos, sabe muito bem o que é pegar ônibus num ponto detonado e sujo. “Faço uso dos serviços do transporte coletivo há 18 anos ininterruptamente e nunca vi tamanho abandono”, alfineta. Para a leitora, a prefa tá fazendo corpo mole para as benfeitorias da antiga administração. O descaso com a manutenção dos abrigos de ônibus, diz, é um exemplo disso.

GHR passou a bola pra frente

O DIARINHO descobriu que a GHR largou mesmo de vez o trampo que contratou com a prefa. “Desde o começo ela já passou adiante”, disse um homem identificado apenas como Samuel, funcionário da GHR. Uma firma chamada Best Point é que teria assumido o trabalho.

Durante dois dias, o DIARINHO tentou ouvir sem sucesso Julio César Hatsumura, que seria representante da GHR. Ele não foi encontrado nos escritórios da empresa e não retornou as ligações.

Fernando Augusto Ormeneze, diretor administrativo da Best Point Mídia, diz que suspendeu as instalações dos novos abrigos porque os vândalos não param de destruir os pontos. “Dos 380 pontos previstos para serem instalados, até agora só conseguimos implantar 220. O número de depredações é muito grande e a manutenção acaba se tornando muito cara”, justifica.

Ele desmente as acusações de que não faz a manutenção nos pontos. Garante que a empresa dá um trato constante nos abrigos. Todos os dias, alega, duas equipes da Best Point percorrem os abrigos pra ver se tá tudo em ordem e já aproveitam pra tirar a lixarada do local.

O chefão da Best Point não explicou como rolou a passagem do trampo que deveria ser feito pela GHR.

João Paulo Bastos Gama, procurador da prefa, disse ao DIARINHO que desconhece a situação, mas explica que a lei não permite transferir responsabilidades em contratos firmados com o poder público.

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