• Postado por Tiago

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Programa rola em Itajaí desde 2007 e leva o esporte pra criançada

O programa Segundo Tempo é uma ação do ministério dos Esportes pra democratizar o acesso à prática e à cultura esportiva pra crianças e adolescentes em idade escolar. Trocando em miúdos, é um projeto que oferece aos pequerruchos a oportunidade de fazer realizar alguma modalidade quando não estiverem dentro das salas de aula. Ele funciona em Itajaí desde 2007 e agora poderá ser implantado também em Balneário Camboriú. Mas um baita rolo deixou muito político da Maravilha do Atlântico de cabelos em pé, quando viu bem a maneira como o programa seria implantado na city.

O projeto apresentado à câmara de vereadores pelo prefeito Edson Periquito não foi aprovado pelos parlamentares. Isso porque, segundo o vereador Fabrício Oliveira, alguns itens estavam incorretos. ?Havia inconsistência de informações, erros jurídicos e o valor muito alto?, destaca.

A verba mensal seria de R$ 68 mil, o que os vereadores acreditaram ser muito alto pra atender cerca de 2.400 crianças em toda a cidade. O dinheiro vem do ministério dos Esportes, mas precisaria passar por um convênio até chegar aos cofres de Balneário. O Instituto Contato, uma ong que fica em São José, receberia essa verba primeiro pra depois repassar pra cidade, coisa que já rola com 77 municípios que possuem convênio com o instituto. ?Não há necessidade de terceirizar, fazer através desta entidade. Por que o convênio não é feito diretamente com o ministério??, questiona Fabrício.

O vereador finaliza dizendo que o prefeito Periquito reconheceu que o valor era muito alto e mandou refazer o projeto. Agora, o valor da verba que irá pra aprovação da câmara é de R$ 11 mil, sem passar pela Contato. ?O projeto é muito importante, mas precisa ter critérios. Faltou informações e o valor poderia ser muito menor?, finaliza.

Pros peixeiros é diferente

Em Itajaí, a história rola de outra maneira. O Segundo Tempo tá em atividade desde 2007 e foi fechado pelo governo anterior diretamente com o ministério dos Esportes, sem passar pelo Instituto Contato.

A coordenadora técnica da Fundação Municipal de Esportes e Lazer de Itajaí (FMEL), Elisabete Laurin, explicou como ele funciona em terras peixeiras. ?A verba não vem mensalmente, ela foi depositada de uma vez só e ficou à disposição do projeto, prestamos conta de tudo depois?, esclarece.

A bufunfa depositada naquele ano foi de 1 milhão e 200 mil reais, pra serem usados em 18 meses. Não foi fornecido o valor da contrapartida que cabe à prefa. ?O contrato terminou em junho deste ano, pedimos prorrogação e ele foi renovado até abril de 2010?, finaliza Elisabete. Em Itajaí, o programa atende 1.500 crianças em 15 núcleos.

Cabide de emprego

O coordenador do Segundo Tempo em Itajaí, Valdecir Cordeiro, esclarece que é mentirosa a informação de que o projeto está jogado às traças na cidade. ?Eu disse que alguns coordenadores acreditam que o projeto é cabide de empregos, mas porque não o levam a sério?.

Valdecir garante que estes coordenadores ganham 550 reais pra trabalhar no programa, reclamam do baixo salário, mas já sabiam disso quando se inscreveram no processo seletivo. ?Identificamos estas pessoas e seus contratos não serão renovados ao término, no dia 31 de agosto. Mas o trabalho com as crianças continua sendo feito sem nenhum problema?, encerra.

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