• Postado por Tiago

O segurança D.J.F., 46 anos, tá dicara com o pessoal que trampa vendendo passagens na empresa de busões Reunidas, em Balneário Camboriú. Ele diz ter sido impedido por um atendente de comprar uma passagem pra sua irmã, que é surda e muda. “Ele alegou que não poderia vender passagem pra um terceiro. Que eu saiba essa lei não existe”, lasca.

D. conta que sua irmã tinha vindo de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, pra passar as festas de final de ano com ele. O problema rolou quando a moça quis voltar pra casa e D. resolveu comprar a passagem pra ela. “Não entendi o que aconteceu, porque sempre comprei passagem por ela na Reunidas e desta vez não aceitaram”, reclama.

O que deixou o segurança mais injuriado foi que ele precisou faltar no trampo pra poder fazer a gentileza pra irmã e saiu de mãos abanando da agência da Reunidas. “A informação dada foi que ela teria que ir comprar, porque se locomove. Mas por mais que ela caminhe, não tem como comprar sozinha”, siqueixa.

Garante que não foi bem assim

Valdir Rodrigues, mandachuva da Reunidas na Maravilha do Atlântico, disse que acompanhou o caso do segurança de perto e garante que não foi bem assim. “O que ele queria era retirar uma passagem para deficiente, que por lei, a irmã dele tem direito”, conta. As passagens para deficientes são gratuitas.

Ele explica que a recomendação é que os funcionários somente entreguem a passagem pro dono da carteirinha que dá direito ao arrego. “Não entregamos essa passagem a não ser pro próprio deficiente, pra evitar fraudes. Os parentes podem até vir e fazer uma reserva de passagem, mas a entrega, mesmo, é só em mãos”, afirmou.

Valdir jura que não tinha motivos pra empresa deixar de vender uma passagem para terceiros. “Não teria problema nenhum se fosse uma passagem normal”, diz.

  •  

Deixe uma Resposta